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Same Same But Different

Um blog repleto de ideias, textos, sonhos e aventuras de uma jovem maravilhada com o mundo em seu redor.

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Amores Platónicos

   Parece que foi noutra vida que os nossos caminhos se cruzaram, como se entretanto muitas outras se tivessem passado e não fôssemos agora nada mais do que matéria amorfa, um limbo entre algo real e aquilo que nunca chegou a ser. Não esqueci a sensação dos teus lábios no meu pescoço, nem a forma com que murmuravas o meu nome de olhos fechados como se fosse um segredo só nosso, muito menos o calor da tua pele a roçar na minha. Não esqueci a perfeição que atingíamos no silêncio da noite, com as estrelas a pairar sobre nós. Mas todas essas sensações são agora vagas, turvas, como a água límpida de um rio que desagua no oceano e aos poucos se começa a misturar com a água salgada. Parece que foi ontem que uma paixão avassaladora nos levou para um jogo perigo. E no entanto, já não me reconheço nesses gestos, já não me revejo na pessoa que fui, já não me identifico com o que disse, o que fiz, o que pensei a certos momentos. Se ainda te amo? Seguramente. Se ainda acredito que és o homem da minha vida? Sem sombra de dúvidas. Mas atingimos um estado de amor platónico, longínquo e distante, quase perfeito, o qual dificilmente será reversível. E por um lado, ainda bem. Sempre fui adepta de amores platónicos.

Cadeados-do-amor-em-varios-paises-do-mundo.jpg