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Same Same But Different

Um blog repleto de ideias, textos, sonhos e aventuras de uma jovem maravilhada com o mundo em seu redor.

Same Same But Different

Um blog repleto de ideias, textos, sonhos e aventuras de uma jovem maravilhada com o mundo em seu redor.

Festival de Cinema de Cannes

   Pois é, chegou a altura do maior evento anual do Sul de França e arredores, aquele que todos os anos atrai centenas de estrelas da cinematografia (e não só) e milhares de turistas, curiosos, fãs e maluquinhos da cabeça que se passeiam por aí com roupas extravagantes, óculos de sol à meia noite e seguramente com a convição de serem a última bolacha do pacote.

   Eu adoro Cannes pela sua calma. Mas também adoro este burburinho que desde o início de Maio se instalou pela cidade. A Croisette está praticamente vedada aos carros, o que se traduz por mais espaço para os transeuntes que usam as suas pernas para se deslocarem. Há fotógrafos em cada canto, massas de gente à porta dos hotéis e muita animação nas principais praias e restaurantes (apesar de, infelizmente, tudo isto ser muito exclusivo e portanto, reservado às estrelas ou a quem tem convites). Todas as noites do festival há cinema ao ar livre na praia com entrada gratuita. Só descobri isto ontem e por isso vou aproveitar para ir hoje, uma vez que depois retomo o horário noturno e o festival acaba já dentro de pouco tempo.

   Não vi nenhuma grande estrela enquanto passeava à beira mar nestes últimos dias mas também não andei à procura delas. Adorava ver a Cate Blanchett, uma vez que esta actriz está no meu top 3 das preferidas mas ela não anda propriamente por aí a fazer turismo. Vi o Franck Dubosc a passar ao meu lado, que para quem não sabe é um famoso comediante francês com um vasto currículo na cinematografia. Há uns dias atrás, passou outro tipo baixinho por mim, de chapéu na cabeça e óculos escuros, em passo mais ou menos apressado. Ainda parei, hesitante, mas depois segui caminho. Hoje arrependo-me. Fiquei mesmo na dúvida se era o Roberto Benigni ou não porque sei que ele também cá está. "A Vida é Bela" é o filme da minha vida portanto se era ele...perdi a oportunidade de trocar umas palavras com um génio e, quem sabe, de tirar uma selfie com ele. Mas acho que nunca saberei se era realmente ele ou não...

   Não vi Irina Shayk's, nem Ritas Pereira, nem Saras Sampaio e também não sei muito bem o que vieram fazer a um prestigiado festival de cinema a não ser show off. Mas isto é só dor de cotovelo a falar por não me deixarem desfilar na passadeira vermelha.

O festival acaba no sábado e já não falta muito para que Cannes volte a retomar a tranquilidade do costume. Bem, não será por muito tempo porque já não passam dois dias sem que se aviste ao longe um navio de cruzeiros e os turistas veraneantes vão começar a chegar à Côte d'Azur já a partir de meados de Junho, tornando as minhas saídas para correr em verdadeiras provas de obstáculo.

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 Por aqui passam dezenas de estrelas todas as noites

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 Cinema ao ar livre na praia da Croisette

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 Croisette by night durante o festival

Memórias do Facebook

   Se as memórias do Facebook tivessem cor, seriam do tom dos teus olhos verdes brilhantes que naquele dia se encheram de lágrimas.

   Se as memórias do Facebook tivessem som, soariam como os meus soluços intermináveis quando, depois de estacionares o carro à porta de minha casa, me abraçaste com força e disseste ao meu ouvido que a nossa história não acabava ali, que ainda íamos viver tanta coisa juntos.

   Se as memórias do Facebook tivessem tacto, sentiria as gotas de chuva que naquela manhã tombaram, pesadas, sobre as nossas cabeças, o céu já adivinhando o que estava por vir, a dor que me revolvia as entranhas, a mágoa que me consumia havia semanas, a dúvida que pairava na minha mente desde o princípio.

   Se as memórias do Facebook tivessem odor, espelhariam o perfume de farmácia que sempre usavas e que eu conseguiria identificar por entre mil outros perfumes e cheiros, impregnando as tuas roupas com um aroma que eu fazia questão de aspirar de cada vez que me permitias mergulhar o nariz na tua roupa e que tantas vezes já pensei em comprar só para me torturar mais um pouco a cada minuto que passo na companhia da tua ausência.

   Se as memórias do Facebook tivessem paladar, teriam o sabor da amargura daquele dia, o dia em que o nosso castelo já frágil desmoronou por completo, engolido pelas minhas palavras duras, como um castelo construído à beira mar que num segundo se transforma numa pilha de areia amorfa após a chegada de uma onda mais forte. Teriam o gosto do desespero, da tristeza, de semanas difíceis de luta para me manter à superfície, da força que fiz para conseguir sair da cama em certos dias, das noites intermináveis passadas a chorar agarrada à almofada e do instalar de uma depressão que me levou meses de vida.

   Se as memórias do Facebook soubessem tudo, recordar-me-iam que este foi provavelmente o dia mais triste da minha vida. Mas ainda bem que não sabem tudo porque memórias assim são duras de recordar.

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Para Onde

   Devia ter uns doze anos quando, num dia de calor imenso durante o qual se refugiava dentro de casa, descobriu um mapa mundo de tamanho colossal que pertencia ao avô. Abriu-o numa página ao calhas e começou a estudar percursos. Tarde após tarde, quando o sol atingia o seu pico lá no alto e se tornava difícil respirar lá fora, a rapariga tirava o livro da estante e colocava-o em cima da mesa da sala de jantar. Sempre se fazia acompanhar por folhas de papel virgens e canetas de várias cores para poder ir tirando notas e fazer algumas observações. Acontecia ficar por ali entretida até a lua surgir por detrás dos montes a indicar o final de mais um dia.

   Passou o Verão inteiro à descoberta de países e nações sem nunca sair da sua cadeira mas em momento algum ficou com a sensação de ter perdido fosse o que fosse daquelas tardes preguiçosas. Não sabia como, nem quando, muito menos com quem. Sabia para onde e isso chegava-lhe perfeitamente.

   Anos depois, ainda olha para o mapa mundo com o mesmo fascínio e nele traça rotas imaginárias repletas de descobertas e aventuras. Lá vai descobrindo como, encaixando o quando, inventando o com quem (mas as preferidas são consigo própria) e continua a saber muito bem para onde.

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À 5a foi de vez

   Um dia tive um sonho. Mas era um sonho irrealista. Queria correr em Boston, percorrer os 42,195 quilómetros da maratona mais famosa e prestigiada do mundo. Não está ao alcance de todos realizar a inscrição. Não estava ao meu alcance, nem naquela altura, nem estaria nunca, julgava eu. 

   Para alcançar a qualificação existem tempos mínimos a fazer, que variam segundo a idade e o sexo. Para as mulheres entre os 18 e os 34 anos, esse tempo é de 3h35. Mas nos últimos anos tem havido tantas inscrições que as últimas classificadas desta categoria têm tempos de qualificação de 3h32 ou 3h33.

   Depois de no ano passado fazer Lisboa em 3h45 nem sequer me ocorreu. Já tinha tirado mais de meia hora em tempo à minha primeira maratona e não me via baixar muito mais. Veio o Nice-Cannes e atingi as 3h37. Uma surpresa, uma esperança, a ponta de um iceberg. Ainda assim, reduzir quatro minutos parecia impossível. Veio Paris e eu sabia que não seria ali. Cometi erros atrás de erros nos dias anteriores à prova. E na verdade estava ali para apreciar o caminho e não para pensar em tempos. 3h38 e o sonho a afastar-se.

   Genebra. Sabia que o percurso era rápido. Depois li que metade dos participantes do ano anterior tinham batido o recorde pessoal da maratona naquela prova. Comecei a ver vídeos motivacionais todas as noites. Treinei com mais afinco. Incluí séries e treinos de força nos meus planos, apesar de não gostar nada. Tive mais cuidado com a alimentação. Acreditei que seria possível. E se não fosse ali, não sei se algum dia voltaria a ser.

   No domingo, dia da prova, acordei com dores musculares por ter caminhado tanto nos dias anteriores por Genebra. Primeira chapada na cara. Ao quilómetro 15 vi o senhor da bandeira das 3h30 fugir de mim a toda a velocidade. Segunda chapada. Vinte e cinco graus ao sol, percurso pelo meio do campo, público quase nulo. Terceira, quarta e quinta chapada. Boston não era e não seria nunca para mim. Estava em sofrimento. Decidi continuar ao meu ritmo e cantar as músicas que iam tocando na minha playlist. Apreciei a paisagem. Sorri para a dor. Agradeci todos os incentivos ao longo do percurso. E sem saber como, devagarinho, lá me voltei a aproximar da bandeirinha das 3h30. Ao quilómetro 33, numa descida, alcancei-a. E depois dessa descida, ultrapassei-a. Naquele momento soube que não somente era possível como o ia fazer. Já não iria adormecer nunca mais de lágrimas nos olhos a imaginar como seria cruzar a meta de uma maratona sabendo que acabara de me qualificar para Boston. Bastava voltar aquele instante.

   Cruzei a meta em 3 horas, 30 minutos e 21 segundos. Chorei. Chorei tanto. Antes de receber a medalha, durante, depois, enquanto comia e bebia e a caminho do aeroporto. Correr Boston é o sonho dos sonhos de qualquer maratonista amador. E eu consegui a qualificação. Se tudo correr bem, no dia 15 de Abril de 2019 lá estarei, a defender com orgulho as cores de Portugal.

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Genebra

   Passei os últimos três dias em Genebra, aliando duas das coisas que mais me apaixonam neste mundo - viajar e correr. Foram três dias de muito passeio, muito esforço mas essencialmente de prazer e felicidade.

   Genebra é uma cidade extremamente multicultural, onde se ouvem falar todas as línguas e se encontram pessoas dos quatro cantos do mundo. Isto deve-se ao facto da cidade ser a casa de numerosas organizações internacionais, nomeadamente da ONU, da Cruz Vermelha e da UNESCO. É também considerada uma das cidades com melhor qualidade de vida do mundo e percebe-se bem porquê quando se percorrem as suas ruas.

   Apanhei um tempo de Verão, excepto no primeiro dia, onde a ausência de sol se fez sentir na temperatura. Havia flores por todo o lado, os jardins estavam muito bem cuidados, patos e cisnes nadavam felizes no lago Léman e o Mont Blanc podia ser avistado de tempos a tempos, quando as nuvens das montanhas em redor se dissipavam e deixavam vislubrar um cenário de cortar a respiração.

   No primeiro dia visitei a sede das Nações Unidas e aprendi um pouco sobre a história desta organização, dos seus objectivos e de tudo o que se passa naquelas conferências internacionais que tantas vezes vemos passar nos noticiários. É uma visita de uma hora que recomendo a toda a gente que visite Genebra. Nesse dia ainda dei um passeio ao longo do lago e entrei nos "Bains de Paquis", uma zona balnear muito popular por entre os habitantes da cidade, que aproveitam o bom tempo para bronzear e se divertir naquelas águas tranquilas.

   O segundo dia foi dedicado a explorar a parte velha da cidade, a descobrir cada fonte, a cheirar cada flor, a tirar uma fotografia a cada recanto. Perdi-me nas ruelas vedadas ao trânsito, descobri-me nos monumentos mais emblemáticos, observei turistas e locais sentada num banco de jardim enquanto sintetizava vitamina D, andei pelas lojas e apanhei o barco para atravessar o lago. Foi um dia muito bem passado onde, uma vez mais, exagerei na distância percorrida, tendo em conta que no domingo iria fazer 42 km a correr...

   O último dia foi portanto dedicado à maratona, da qual falarei aqui quando tiver as fotografias oficiais. Estou de regresso à realidade mas na verdade já a pensar na próxima escapadinha, que está aí já ao virar da esquina.

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 United Nations Office

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 A mítica sala dos Direitos Humanos

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 Flores everywhere

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 Perdida na parte antiga da cidade

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 Muitas fontes lindíssimas pela cidade

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 Place du Bourg de Four

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 Lac Léman

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O símbolo da cidade, o Jet d'Eau

Pensamentos Soltos

   Ia perto de duzentos e trinta e cinco mil quando me perdi no número de vezes que hoje pensei em ti. Sorrio para mim própria, envergonhada, no silêncio do meu quarto que se vê inundado pela claridade do fim da manhã, constatando que vou ter que acrescentar mais um algarismo ao número final pois neste preciso instante sinto os teus lábios virem tocar com doçura o meu ombro salgado da água do mar, enquanto as tuas mãos me afastam os cabelos beijados pelo sol para que o meu pescoço fique exposto à impetuosidade dos teus lábios húmidos e aconchegantes.

   O ar quente exalado das tuas narinas vem bater de encontro à minha orelha. Arrepio-me. Todos os pêlos dos meus braços se eriçam enquanto a tua boca segue sem pressa a curva da minha mandíbula. Afundo a cabeça no teu peito, os olhos fechados, a boca entreaberta, um gemido suspenso.

   Vens reclamar o que é teu por direito e apoderas-te dos meus lábios, nos quais já se adivinha um sorriso atrevido, enquanto puxo pela tua camisola sem grande habilidade para libertar o teu corpo das suas fibras. Sussurras o meu nome ao ouvido, por entre dois beijos e uma carícia no cabelo e suspiras quando a minha saia te tomba aos pés sem aviso prévio, momentos antes de cairmos ambos sobre os lençóis brancos da cama, que ainda trazem com eles o cheiro aromático do detergente da roupa.

   Batem à porta e desvaneces-te de imediato. Estou sentada à secretária, uma caneta na mão. O papel sobre a mesa conta a nossa história. Fecho o caderno e vou ver o que me querem.

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How to Save a Life

   Sabem aqueles momentos críticos nas séries de médicos em que entra alguém no hospital com um objecto estranho preso na garganta e é preciso fazer uma traqueostomia ali mesmo no corredor a sangue frio ou com uma artéria femoral a jorrar sangue que é necessário ligar de imediato? Nós, veterinários, praticamente não temos momentos desses. Poucos são os episódios após os quais possamos comentar "se não estivesse lá naqueles dez segundos, o animal tinha morrido".

   De vez em quando lá vem um que decide fazer uma paragem cardiorespiratória à nossa frente e aí sim, é um desses poucos momentos. Mas se a taxa de reanimação bem sucedida em medicina humana é já inferior a 25%, querem imaginar um número para os animais? Menos de um em dez. E eu ontem tive esse um. Ou pelo menos assim acreditei durante alguns minutos.

   O cão entra com um problema cardíaco tão grave que já está a cuspir água pela boca. A auscultação pulmonar faz-me lembrar as ondas da praia. A barriga é uma bola de futebol também ela cheia de água. Diurético e jaula de oxigénio. Dois minutos depois, o cão cai para o lado. E eu vejo todas essas imagens dos filmes a passarem pela minha cabeça. A enfermeira tira-o da jaula e vira-o de cabeça para baixo, só para observarmos meio litro de água a sair directamente dos pulmões. A língua começa a ficar roxa e o pulso fraco. É hora da massagem cardíaca. As costelas partem sob o peso do meu corpo e isso significa que estou a usar a força necessária. Quem quer saber de costelas partidas depois de ser reanimado com sucesso? Faço pausas regulares para auscultar com atenção o batimento cardíaco enquanto a minha enfermeira se ocupa da oxigenação. E como por milagre, o cão recupera. Primeiro melhora a respiração, depois o coração começa a bater de uma forma regular e por fim levanta a cabeça várias vezes para mudar de posição.

   Passam dez minutos e eu pergunto-me "quanto tempo mais lhe terei dado?". E lá volta a língua a mudar de cor, a respiração entrecortada e difícil a entrar em acção e o ritmo cardíaco a dançar depois de beber duas garrafas de vodka. Volta tudo ao início e eu já sei que à segunda as coisas vão ser diferentes. Hora da morte - 13h50. O coração não aguentou.

   Ligo ao proprietário. Quando lhe anunciei que o prognóstico era muito grave no momento da hospitalização, já lia nos seus olhos que era a última vez que via o seu companheiro de quatro patas. Mas nunca ninguém está preparado. Anuncio a morte com uma voz calma e pausada. Ele chora. Desligo e também eu choro. Ainda bem que a enfermeira foi almoçar. Escrevo o relatório em lágrimas. Foi o meu milagre durante escassos minutos. Sei bem que o caso era muito grave e que fiz tudo ao meu alcance. Mas à vezes não dá para evitar pensar para que raio serve tudo isto se no fim o resultado é o mesmo para todos nós - a morte.

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La Casa de Papel

   Podia dizer que não tenho passado muito por aqui porque tenho trabalhado muito (o que até é verdade), porque aproveito os tempos livres para fazer umas corridas (nada de falso) ou por falta de inspiração (sim...) mas a verdade é que estou viciada na recentemente tão falada série espanhola "La Casa de Papel". Já vi a primeira temporada quase toda e acho que é de uma inteligência quase irritante e que não existe ninguém neste planeta que não esteja do lado dos assaltantes. E se há algo que me atrai nesta vida é a inteligência (nos homens e nas coisas em geral). E agora com licença que vou ver mais um episódio.

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Tudo Recomeça

Os meses passam. O cabelo cresce. A pele escurece.

Começa mais um Verão.

Recomeços. Tantos.

Coisas novas. Aos milhares. Pessoas. Países. Aventuras.

Porque não podemos nós recomeçar?

Mil motivos, nenhum forte o suficiente. Pelo menos, nenhum mais prevalente que a vontade de contar as estrelas que há no céu dentro de um abraço teu.

Perdi-me. De ti, de mim, de tudo o que fomos e sonhámos. O farol que ao longe iluminava a noite escura desapareceu por entre um nevoeiro intenso. Perdi-te.

Os pássaros regressam aos ninhos. A maré vai e vem.
O ciclo da vida repete-se.

Tudo recomeça.

Menos nós.