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Same Same But Different

Um blog repleto de ideias, textos, sonhos e aventuras de uma jovem maravilhada com o mundo em seu redor.

Same Same But Different

Um blog repleto de ideias, textos, sonhos e aventuras de uma jovem maravilhada com o mundo em seu redor.

Felicidade em Construção

A felicidade é como um castelo de cartas que se vai erguendo ao longo da vida. Cada carta tem de ser posta sobre as anteriores com a maior das precauções e uma leve brisa pode ser o suficiente para as erguer todas no ar e derrubar anos de esforço e dedicação. A felicidade não é algo que surge de um dia para o outro, leva tempo até aparecer na sua plenitude, a erguer-se-se para além das nuvens, acima do nevoeiro. Mas, ao contrário de um castelo de cartas, parece que quanto mais alto se ergue, mais difícil de deitar abaixo se torna. O cimento que une essas cartas densifica-se e solidifica, às vezes para sempre. Esse castelo de cartas contrói-se de sonhos concretizados, de objectivos cumpridos, de sorrisos oferecidos e de gestos de bondade, e não de bens materiais e de poder, como tantos acreditam. E é como um jardim de rosas. Tem de ser podado e cuidado diariamente, requer alguma atenção, caso o queiramos perpetuar no tempo. Mas é uma atenção que não exige muito de nós. Basta estarmos atentos aos pequenos momentos que passam por nós, aproveitar cada migalha do dia, por mais aborrecida ou difícil que nos possa parecer, começar o dia com um sorriso assim que se põe os pés fora da cama, e terminá-lo da mesma maneira, pensando em todas as coisas positivas que esse dia nos trouxe. Porque há sempre qualquer coisa de positivo, nem que seja o simples facto de se poder ver com ambos os olhos ou caminhar em duas pernas, como muitos não podem fazer. E se olharmos para as pequenas coisas e essas se juntarem a outras maiores de vez em quando, o nosso castelo de felicidade vai-se construindo até ao céu e um dia, quando olharmos para baixo, veremos o planeta Terra pequenino pois estaremos nas nuvens.

Parabéns maninho!

   O meu irmão faz hoje 18 anos e faz assim, a transição para a "adulticidade" (eu às vezes gosto de inventar palavras, ok?). A partir de hoje pode ir preso, pode ter carta de condução, pode fazer mergulho sem precisar da assinatura de um tutor, pode viajar de avião e sair do país sem precisar de autorização, pode gerir a sua própria conta no banco. De um dia para o outro, parece que tudo muda. Mas na verdade, não é bem assim. Lembro-me bem de quando completei os meus 18 anos. Era uma criança meio crescida no último dia em que mantive os 17 e no dia seguinte continuei a minha alegre existência como uma criança parcialmente crescida. Aliás, devo dizer que poucas foram as ocasiões em que eu reparei que algo tinha mudado. Recordo-me muito bem, por exemplo, da minha última noite com 9 anos. Só conseguia pensar que eram os meus últimos momentos com apenas um algarismo na idade. Lembro-me de pensar que tinha de aproveitar ao máximo, que a vida só complicava a partir daquele ponto. Penso que nessa altura senti uma viragem. Outro desses momentos está a acontecer agora mesmo que iniciei o 4º ano do curso. Sinto que isto já não é uma brincadeira, que tudo se intensifica e densifica e que existem vidas em jogo. Sinto que estou cada vez mais perto dos meus objectivos e cada vez mais vejo o sonho a tornar-se realidade. Acho que também houve uma quebra com os três primeiros anos devido à viagem que fiz este Verão. Sem dúvida que me abriu novas possibilidades, novos horizontes, novos rumos se desenharam à minha frente. Já não vejo o caminho do doutoramento e da carreira impecável nos Estados Unidos como a única opção, parece que se abriram muitas outras portas de repente. Enfim, acho que os momentos de viragem não chegam com o passar dos 17 para os 18 nem dos 20 para os 30 mas sim com mudanças importantes nas nossas vidas. Só espero que essas mudanças cheguem para o meu mano Tomás e que sejam sempre boas. Desejo-lhe muitos e bons anos de vida!

 

 

 

 

 

Quase...quase que chorava! (SPOILER ALERT)

   Vão aqui ler muita coisinha sobre séries das mais variadas. É que eu sou uma maluquinha por séries (acredito que haja pessoas que vêm muitas mais do que eu mas ainda assim...)! De momento estou a acompanhar 11 séries mas contando com as que entretanto chegaram ao fim, posso dizer que me orgulho do número que deve atingir. Anyway, hoje sentei-me confortavelmente na minha caminha a ver a premiere da 4ª temporada de Scandal...e não é que o Harrison morreu?? Foi triste, mas não estive neeeem perto de largar uma lágrima. Conformada, lá fui ver a premiere da 10ª temporada de Bones...e não é que o Sweets é assassinado?? Foi ainda mais triste, principalmente porque era uma personagem bastante central e porque estava na série há umas boas temporadas. Os meus olhos ainda se embaciaram mas não há série sem animais que seja capaz de me fazer chorar. Sou um coração de pedra! Acho que nem mesmo quando a Cristina Yang (a melhor personagem de todos os tempos) se foi embora da Anatomia de Grey eu deixei escapar uma lágrima. Se houver alguma coisa com animais, especialmente com cães, a coisa já muda de figura. Não posso ver um cão abandonado, perdido, ferido ou com fome que tenho logo de pôr a série/filme em pausa para ir buscar o rolo de papel higiénico à casa de banho.

   Ainda tenho a premiere da 4ª temporada de Revenge para ver. Estou receosa.

   PS: é provável que vão existindo alguns spoilers aqui pelo blog. Se também acompanham estas séries mas através da televisão, que anda sempre mais atrasada que a internet, aconselho-vos a não lerem os posts cujo título contém um visível "SPOILER ALERT".

Same Same

Bem-vindos ao meu novo blog, Same Same But Different! Antes de mais, deixem-me explicar de onde vem esta expressão que se me tornou tão querida de um momento para o outro. Cheguei da Tailândia há 10 dias, e eles no norte do país, na região de Chiang Mai, utilizam imenso a expressão "Same Same" no meio das frases, por vezes sem razão aparente. O veterinário com quem eu estive a trabalhar no santuário de elefantes (esta é outra história para breve) estava sempre a repetir esta expressão, de modo que quando, no meu último dia na Tailândia, apanhei uma t-shirt à venda que dizia "Same Same" à frente e "But Different" a trás, não hesitei em comprá-la. E agora decidi usar a expressão para este blog, uma vez que eu, de um certo modo, me sinto algo incorporada no rebanho da sociedade, mas ao mesmo tempo tenho plena consciência de que penso "outside of the box" e por vezes tenho ideias que vão em direcções opostas às das outras pessoas. Espero que gostem de ler e que se divirtam tanto como eu :)

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