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Same Same But Different

Um blog repleto de ideias, textos, sonhos e aventuras de uma jovem maravilhada com o mundo em seu redor.

Same Same But Different

Um blog repleto de ideias, textos, sonhos e aventuras de uma jovem maravilhada com o mundo em seu redor.

Um Natal Diferente

   Todos nós temos um ano na vida no qual o Natal deixa de ser igual a todos os anteriores. Às vezes é logo aos cinco anos, com um divórcio dos pais. Outras vezes é um pouco mais tarde com uma mudança de país ou de cidade. Acontece ser na adolescência, com a morte de algum familiar. E aí, tudo muda. A inocência esmorece, a magia perde-se, a infância esfuma-se, quer queiramos, quer não. Nem que seja um bocadinho, toda aquela atmosfera de alegria e felicidade muda de tonalidade. Mas na maioria das vezes, damos a volta por cima, não pensem que não.

   Eu sou uma sortuda. Desde que me lembro que os meus natais são sempre iguais: família reunida em casa dos avós, uma árvore de Natal lindíssima com luzes brilhantes a piscar, comida com fartura na mesa, muitas prendas no sapatinho, junto à lareira, e jogos de tabuleiro durante horas até alguém se fartar. Todos iguais, até este ano. Devido à doença da minha avó, este Natal já não será em casa deles, mas sim na nossa, e ao pensar nisso, dá uma sensação estranha na barriga. Só nos aniversários é que costuma haver festa cá em casa. Não imagino bem o centro de mesa aqui na nossa sala, nem a minha mãe a cozinhar um monte de doces, nem toda a gente a trocar presentes no nosso sofá. Não que seja uma coisa má. Estamos cá todos, em princípio a minha avó vem passar um dos dias connosco, se não os dois. E isso é que importa. Mas já não é a mesma coisa...é apenas estranho.

 

Pancadinha por elfos

   Devo confessar-vos que desde que comecei a ler histórias de fantasia e a ver filmes do mesmo género que tenho uma pancadinha brutal por elfos. I mean, como é que eles podem ser tão perfeitos, bolas? São tão ágeis, tão leves, tão rápidos, inteligentes, bonitos. E fofinhos, muito fofinhos com aquelas orelhas pontiagudas! E não é apenas numa história, é em todas elas. Não admira que tenham sido inventados pelos povos nórdicos...

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 Cutxi cutxi cutxi, coisinhas mai lindas!

PS: este post vem na sequência de ter visto hoje o último filme do "Hobbit". Saí do cinema com uma rachazita no coração, não pensei que fossem tantos com os porcos...mas na verdade, estava à espera que certas partes fossem mais emotivas. É que nem um lenço de papel tirei da carteira!

Cowspiracy - Uma Verdade Ainda Mais Inconveniente

   Após semanas em lista de espera, hoje, finalmente, consegui ver o Cowspiracy. E a primeira palavra que me sai da boca é: wow. Simplesmente: wow. O gás metano emitido pela produção animal corresponde a 51% dos gases efeito de estufa emitidos para o ambiente, todos os dias, comparativamente aos 13% emitidos por todos os transportes possíveis e imaginários existentes à face da Terra. 1/3 de toda a água fresca do mundo é utilizada para criar estes animais. 45% do nosso planeta destina-se à agro-pecuária, que é também responsável por, nada mais, nada menos, que 91% (!!!!!!) da destruição da floresta amazónica. Leva à morte dos oceanos, à perda de habitats e à morte de milhões de animais selvagens por ano como lobos, ursos, coiotes, linces, etc. Mais de 1100 activistas foram assassinados no Brasil nos últimos 20 anos por tentarem abrir os olhos às pessoas e por defenderem a floresta. E para acrescentar algo aos dados do documentário, eu digo que este rapazinho que decidiu ir em busca da verdade e que não desistiu enquanto não a conseguiu relatar e transmitir ao resto do mundo, vai passar o resto da vida a lidar com processos judiciais e a evitar a prisão, se é que primeiro ninguém o cala com uma bala.

   O que eu achei mais vergonhoso neste documentário foi a atitude das ONG's como Greenpeace, Sierra Club, Amazon Watch, Rainforest Action Network, Oceana... Nenhum dos entrevistados foi capaz de admitir que a produção animal é a principal razão da destruição do nosso planeta. NINGUÉM. Toda a gente falou de como poupar água em casa, dos produtos biológicos, do excesso de população a nível mundial, do desenvolvimento "sustentável", mas quando indagados acerca da principal questão, todos desviaram o tema da conversa, todos se fizeram passar por parvos, todos mentiram na cara do realizador. Este entrevistou depois uma senhora pertencente à Animal Agriculture Alliance que afirmou não comentar se alguma vez tinha dado dinheiro (subentenda-se SUBORNADO) alguma ONG para permanecer calada em relação a esta realidade. 

   A Greenpeace recusou-se por duas vezes a dar entrevistas. Os patrocinadores do documentário retiraram-se após explicarem que era um assunto "demasiado delicado". Na primeira linha de vigilância do FBI estão os ambientalistas e os defensores dos direitos dos animais, acima dos terroristas árabes que por lá vivem em terras americanas. Que outras provas são necessárias, além destas, para provar que os governos estão aqui a empurrar para debaixo do tapete toda esta questão da produção animal? O que seria deles se essa indústria fosse por água abaixo?

   Sabem, mais do que ter conhecimento e não fazer nada por isso, o que mais me revolta nas pessoas hoje em dia é esforçarem-se ao máximo por viver na ignorância. "Não sei de nada disso, não é problema meu". Mas de facto, até é. Não gosto que digam que em 2050 isto vai tudo pelos ares, porque esse é capaz de ser o "worse case scenario". Talvez o planeta consiga aguentar mais alguns anos. Mas a verdade é que, a esta velocidade, eventualmente irá mesmo tudo pelos ares. E já não somos nós que estamos por cá, por isso, para muita gente não faz mal. Mas são os nossos irmãos mais novos, filhos, afilhados, sobrinhos, netos, bisnetos que ainda cá hão-de andar. Se não houver qualquer outra razão, pelo menos alteremos os nossos hábitos pelas gerações futuras.

   Devo referir novamente que este realizador podia ter ficado calado mas decidiu colocar em perigo o seu futuro para que estas informações se tornassem públicas. Eu não como carne há quatro anos mas apercebi-me agora de que não é suficiente. Deste modo, e em gesto de agradecimento ao Kip Andersen, vou juntar-me ao João Manzarra e vou consultar um nutricionista especializado no assunto para deixar o peixe e o leite o mais brevemente possível.

Throwback Thursday #8

 Um dos melhores momentos que eu vivi no Elephant Nature Park! Realmente do que o mundo precisa é de uma boas beijocas caninas bem no meio do focinho, de preferência, todos ao mesmo tempo!

 

Papa Francisco e Dalai Lama

   Desde o início do seu pontificado que gosto muito do Papa Francisco. Vê-se que é um Papa diferente dos outros, com ideias muito mais modernas e com uma mente mais aberta para a sociedade de hoje em dia. Já não é aquela figura inatingível, sumo pontífice da Igreja Católica, rodeado de ouro e riquezas, apelando com hipocrisia à partilha de bens e à ajuda aos mais desfavorecidos. É antes uma pessoa que vai até à cantina do Vaticano almoçar com os funcionários e trocar dois dedos de conversa, alguém que assume os seus erros e que pede desculpa pelas muitas imperfeições desta Igreja que foi construída sobre a pedra de Pedro, alguém que manda construir chuveiros públicos no Vaticano para os sem abrigo poderem tomar banho, alguém que diz que os cães também vão para o céu!

   Por isso mesmo, não entendi o porquê de se ter recusado a receber o Dalai Lama. Quero dizer, é claro que entendi, foi para não estragar as relações entre o Vaticano e a China, uma vez que o Dalai Lama é o "culpado" da independência do Tibete e os chinocas não podem com ele. Mas penso que isso já é misturar política com religião, o que não era suposto acontecer. O governo chinês ia ficar chateado? E então? Iam banir o catolocismo do país deles? Eles também já são tão poucos... Quem é fiel à sua religião não vai deixar de o ser porque o Papa recebeu o chefe de outra religião que por acaso levou a que o território chinês ficasse diminuído. O que vale é que o Dalai Lama é bem mais compreensivo do que os chineses. Ainda me converto ao budismo, é o que é. E agora com licença que tenho de me ir confessar pelos meus pecados e rezar uns vinte Pais Nossos e vinte Avé Marias.

American Horror Story

   Acompanho esta série desde que estreou o primeiro episódio, já lá vão mais de três anos, salvo erro. Nenhuma temporada teve nada a ver com a outra, apesar dos produtores afirmarem que existem ligações entre algumas delas (eu ainda não descobri nenhuma). A minha temporada preferida foi a segunda, Asylum, e a que menos gostei foi mesmo a primeira, Murder House. Apesar do título desta série, terror só vi na primeira temporada e mesmo assim não foi nada de uma pessoa fazer xixi na cama na noite seguinte. A história da casa assombrada metia mais medo porque envolvia caves escuras e fantasmas com sede de vingança mas não existia um desenvolvimento muito grande da narrativa nessa primeira tentativa. Depois chegou a segunda e foi a loucura! Como eu adorei a 2ª temporada desta série! A terceira não foi má de todo, metia bruxas e julgamentos Salem, rituais de tortura e muita competição entre as personagens. E milagre milagre, acabou em bem, o que é raro acontecer no final deste tipo de séries. Esta última temporada estava a ser engraçada até ao palhaço assassino morrer. Depois disso perdeu um pouco a piada até o Dandy psicopata assumir o lugar dele e, desde o penúltimo episódio, andar por aí a assassinar tudo e todos. Olha para mim a esfregar as mãos de contente e com um sorriso psicótico na cara 

set_american_horror_story_clown640.jpgOh amigo, que pena teres morrido!

Poesia #3

O silêncio da noite abate-se

Por sobre a tenrura de mais um dia que passa

E a languidez da vida prossegue,

Dentro desta carapaça.

Porque não me deixam ir,

Fantasmas de algo que nunca chegaram a ser,

Porque não me deixam voar,

E nestes néscios sonhos me perder?

Um dia fugirei, sussurro para dentro

Antes de adormecer em teus braços

(Não realmente nos teus, mas de alguém parecido)

E aí verão, o sabor do agraço!

As luzes piscam, os carros passam, as estações mudam

Tudo se tranforma, como alguém disse um dia

Tudo menos esta vida, parada parada,

Lenta tal bradicardia.

A arte de passear dois cães

   Passear dois cães sem ser com aquelas trelas dois-em-um (nunca experimentei mas estou com curiosidade) é uma verdadeira arte de malabarismo e ginástica acrobática. Principalmente quando uma vai quase a correr e a outra já não anda depressa. E quando chega à altura dos presentes, chega também a hora do contorcionismo. Às tantas já estou tão perdida que já nem sei se, pelo meio do processo todo, não terei largado uma das trelas sem querer. Mas não, estão lá sempre as duas, enoveladas, dobradas e enroladas uma na outra, tais phones que se deixam cinco minutos numa mala de senhora e saem de lá com nós piores que os dos escuteiros. Quando uma delas passa por um lado do poste e a outra pelo lado oposto, também é engraçado. Pelo menos para quem puder estar a observar a cena. Eu ainda não ganhei a capacidade de atravessar objectos e um poste não é a plataforma 9 e 3/4 do Harry Potter de modo que há sempre uma que tem de voltar para trás e contornar o obstáculo.

   Ainda estou muito verdinha nesta arte mas acredito que daqui a uns tempos até já faço a roda e o pino enquanto passeio as minhas meninas doces.

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 Isto sim, é hardcore!!