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Same Same But Different

Um blog repleto de ideias, textos, sonhos e aventuras de uma jovem maravilhada com o mundo em seu redor.

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A Oreo está em casa!

   Ainda não tinha aqui mencionado a Oreo porque era para ser surpresa. Pois é amigos, adoptei uma cadelinha hoje mesmo, embora já a andasse a namorar há coisa de umas três semanas. É uma menina sénior (disseram-me que teria uns 8 anos), com uma veia de Teckel, e por ser preta e branca ficou com o nome de Oreo.

   Por enquanto, ela e a Amora até nem se deram mal, apesar do meu frutinho dos bosques andar sempre em cima da Oreo, cheia de ciúmes. Há pouco, quando ela pôs as patas em cima do sofá, levou logo uma dentada. No trono da Amora ninguém toca, meus meninos. Agora está a dormir na mantinha que comprámos para ela, muito sossegada, depois de ter tomado um banho quentinho e de ter adorado! Acho que adoptei um anjo. Não é desconfiada com pessoas estranhas mas levantou as beiças ao Nicolau, o amigo da Amora, e a dois Bulldogs que entretanto passaram. Espero não ter de domar duas feras em vez de uma de cada vez que nos cruzarmos com um cão desconhecido...

   Amanhã vou marcar consulta na Lusófona para tratarmos dos problemas de pele que ela apresenta, para fazer um check-up geral e para ver se me dão uma idade aproximada que eu nunca acerto nessa coisa de olhar para os dentes e para o focinho e mandar uma data para o ar. Mais novidades em breve!

A Lagoa Azul

Esta tarde passou na tv uma nova versão da Lagoa Azul. Como não tive oportunidade de ver nessa altura, lá interrompi o estudo para ver o filme agora ao início da madrugada. E valeu a pena! Apesar de muito diferente da versão original, não perde a sua graça, nem mesmo por enfiar na mesma ilha deserta um rapazinho esquisitóide, anti-social e rebelde e uma menina "prom queen", toda bonitinha, certinha e popular, que tem medo de insectos. O enredo está bem construído, não existe "tempo morto", e não é um filme que se torne aborrecido porque tem apenas 1h25. Aquela parte em que ela cai do barco e o rapazito salta atrás dela é que podia estar melhor desenvolvida, achei um pouco forçado eles entrarem dentro do bote e depois ele cortar a corda para não ser apanhado pela polícia. Tipo, who does that?! 

Mais para o final, dei por mim a assoar o nariz, coisa que é muito rara de acontecer à Rita num filme que não mete animais pelo meio. Para chorar ainda era preciso muito, mas pronto, posso dizer que há ali um bocadinho de emoção no final.

Para quem conhece e gosta muito da versão original, digo-vos que podem ver esta à vontade, não tenham receios de ficar desiludidos como tantas vezes acontece com versões mais recentes dos clássicos. Eu não fiquei. Mas o Lagoa Azul de 1980 será sempre o melhor.

Lagoa-Azul-Collage.jpg

 O menino é um pãozinho. E a menina é um brioche bem bom.

Your Feelings Are Gone

Voltei das minhas mini férias longe da internet e trouxe-vos um texto fresquinho fresquinho!

 

Another random night

Try to feel alive

Away from the sun

Haunted by your shade

A permanent ache

Try to find myself

But the feeling is gone.

Desperto de um pesadelo para entrar noutro. Procuro o teu calor, a meu lado, mas tudo o que sinto e vejo é um imenso vazio. Os meus olhos cansados enchem-se de lágrimas quando se cruzam com a fotografia que ainda vagueia solitária pela minha mesa de cabeceira. Pego na moldura e, com um dedo, afago a tua cara e o teu sorriso contagiante. Cinco anos deitados ao lixo, assim, como se nada tivessem significado. Cinco anos de magia e encanto colocados fora de casa por causa de uma noite de excessos e descontrolo.

With every breath I take

I lose my intuition

Drownin’ in teardrops

Fight agains the lust

Pictures of the past

The pain comes

Crashing down on me

I remember us

But those feeling are wrong.

Atiro a fotografia de encontro à parede do lado oposto do quarto com raiva e o vidro da moldura estilhaça-se em mil pedaços, imitando o meu coração desfeito. Não mereces as minhas lágrimas, não depois de te encontrar assim, na nossa própria cama, com outra que eu cheguei a considerar amiga, numa noite em que não era suposto regressar cedo a casa. Não depois de tudo o que abdiquei pela nossa relação, pelo nosso final feliz, pelo nosso filme encantado da Disney.

Listen to the beat

Starrin’ at our seats

I keep dancing on

They’re still playin’ our song

Snow blows through my mind

It makes you comin’ back to me

Just that one more time

But your feelings are gone.

Entro no duche, não sem antes ligar o rádio. A água quente faz-me sentir ligeiramente melhor, até ao momento em que a nossa música invade a casa de banho. E com ela, vêm também as memórias daquelas noites passadas a dançar ao som desta e de tantas outras melodias. Encolho-me, subitamente tomada pelo frio, como se de repente as paredes da casa tivessem caído e estivesse a nevar no chuveiro. Torno a rodar a torneira da água quente e perco as forças. Sentada debaixo do duche ardente, envolvo os joelhos com os braços e deixo que as lágrimas salgadas se confundam com as gotas de água que me vão correndo pelo corpo abaixo. Por mais que me esforce para te expulsar da minha mente, são demasiadas as recordações da tua pessoa, demasiados os sentimentos que ainda guardo em mim. Os teus, esses, há muito que desapareceram.

 

 

Casas de banho públicas

   Desde que me lembro, que tenho pavor de casas de banho públicas. Metem-me nojo, às vezes dão-me vómitos, dependendo do estado em que estão. E desde que me lembro que tenho plena consciência que, evitar uma casa de banho fora de casa durante 12 horas, vai trazer-me problemas no futuro. Agora até estou melhor. Quando andava na escola, e ainda durante os primeiros anos de faculdade, esvaziava a minha bexiga aka piscina olímpica pela manhã e ela lá se tinha de orientar até à noite. Mas ultimamente tenho feito um esforço para entrar em casas de banho públicas e a coisa não está a correr mal. Ainda não apanhei nenhuma doença, nem vomitei dentro do cubículo. Desde que não volte a apanhar uma casa de banho como uma que tive o enorme prazer de conhecer no McDonalds de Milão, hei de ficar bem. É que essa até m**** pelas paredes acima tinha...

A Inveja

   Ontem ia falar da inveja de alguns em relação aos alunos e docentes do nosso curso porque é algo com que tenho que lidar quase todas as semanas no meu local de estágio. As pessoas teimam em fazer comentários maldosos e despropositados sobre aqueles que frequentam o curso de Medicina Veterinária da Universidade Lusófona e sobre o próprio curso em si. Mas a verdade é que somos a faculdade com mais horas de aulas práticas, temos melhor equipamento, instalações mais modernas, melhores professores, que estão muito mais abertos às nossas dúvidas, opiniões ou propostas do que os da pública, e penso que por essas razões, saímos muito bem preparados deste curso, o que mete muito medo aos alunos das públicas e também, aparentemente, a médicos veterinários formados e já bem instalados no mercado de trabalho. Todas as semanas oiço coisas do género "os alunos da Lusófona não sabem nada", "a Ordem é que paga as contas do curso da Lusófona", "a Lusófona não tem qualidade nenhuma" e outras que de momento não me recordo. Há duas semanas, pela primeira vez (e provavelmente única durante muito tempo), alguém que tirou o curso na pública me admitiu que talvez os alunos do curso da ULHT saíssem melhor preparados. Um milagre que eu nunca esperei ouvir!

   Ora, ontem não publiquei nada sobre isto porque, para além de estar cansada, tive um feeling de que, se calhar, seria melhor deixar isto para hoje. E ultimamente, os meus feelings têm andado mais certeiros do que nunca! Nem de propósito, um dos nossos professores que esteve ontem na assembleia geral da Ordem dos Médicos Veterinários, disse exactamente aquilo que nós todos já sabemos: anda por aí um grupinho de "antis", a tentar pôr em causa tudo o que a bastonária e directora do nosso curso faz e numa onda de revolta contra a nossa faculdade que só pode mesmo ser causada por inveja e mesquinhice. Felizmente que, apesar dos muitos votos contra e do meu caro Dr. ter feito muitas figas para que o orçamento do próximo ano fosse chumbado, este foi aprovado e a direcção segue em frente como sempre tem feito.

   Para os meus colegas da Lusófona, tenho apenas a dizer: KILL THEM ALL! (vá, não exageremos, vamos apenas sair para o mercado de trabalho e mostrar a fibra de que somos feitos e colocar todos esses empertigados da pública a um canto, isto é, no desemprego).

N'oublie pas mon petit soulier #3

   Eu hoje tinha um temazito em mente mas como já é tarde e saíu agora o calendário de exames para Janeiro, o que faz com que eu esteja a modos que em pânico, vou apenas fazer mais uma sugestão para uma prendinha de Natal e a amanhã conversamos melhor.

Lingerie, como eu preciso de você! Toda a minha roupa interior está velha e gasta. E a maior parte dela é feia e infantil. Tenho cuecas com bonecas das Power Puff Girls, for God's sake! Por isso, Papai Noel, não te acanhes e vê lá se deixas algumas destas peças bonitas no meu sapatinho.

Tudo da Intimissimi.

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