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Same Same But Different

Um blog repleto de ideias, textos, sonhos e aventuras de uma jovem maravilhada com o mundo em seu redor.

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Óscares - os meus vencedores

Depois de ter visto 30 minutos do filme nomeado para Best Picture que me faltava, Selma, e de ter desligado o pc ao fim desse tempo de tão monótono e cliché que estava a ser, venho então apresentar os meus vencedores em diversas categorias:

  • Melhor Filme: Whiplash; pela originalidade, banda sonora, fotografia, pelos actores...enfim, um filme completo a todos os níveis.
  • Actor Principal: Benedict Cumberbatch; excelente performance em The Imitation Game. Vai competir ao mais alto nível com Eddie Redmayne, que até é capaz de vencer, uma vez que a Academia adora transformações corporais ao género de Marion Cotillard a interpretar Édith Piaf.
  • Actriz Principal: só vi duas das cinco performances nomeadas mas confesso que adorava que a Reese Witherspoon ganhasse.
  • Melhor Realização: Alejandro Gonzalez Iñárritu, com Birdman; em termos de realização, este filme é uma obra prima.
  • Melhor Fotografia: indecisa; talvez o Grand Budapest Hotel mereça este; caso contrário Birdman também está na corrida.
  • Melhor Argumento Original: Grand Budapest Hotel.
  • Melhor Actriz Secundária: Meryl Streep, POR FAVOR, Meryl Streep, brilhante!

Sobre as outras categorias, não me vou pronunciar, ora porque não vi os filmes nomeados, ora porque não tenho qualquer tipo de capacidades para estar a avaliar melhores efeitos visuais, melhor argumento adaptado, etc.

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Coisinhas

   Hoje tenho várias coisinhas para vos dizer: a primeira, é que o filme 50 Shades of Grey não é assim tão mau como o pintam. Não tem momentos estagnados, a banda sonora está muito boa e, graças aos céus, não temos acesso aos pensamentos da personagem feminina e isso torna o enredo muitíssimo menos pesado, dramático e irritante (já não tive vontade de espancar a Anastasia a sério como tive com o livro). Por outro lado, o Jamie Dornan é o pior actor que vi nos últimos anos. Até eu fazia melhor de Christian Grey. Só se aproveita o rabinho bem feito.

   A segunda coisa que tenho para dizer é que terminei há uns dias mais um livro, Memórias do Silêncio, que conta a história de três meninas que sobreviveram ao Holocausto escondidas e a sua luta diária para lidar com os traumas que essa experiência lhes infligiu, bem como a luta pelo reconhecimento internacional de que as crianças escondidas também são, na verdade, sobreviventes. Agora estou a ler Conversas Com o Meu Pai e também estou a adorar. Recomendo ambos.

   A terceira e última coisa que tenho para dizer é que hoje tivemos uma conversa muito interessante com o nosso professor de cirurgia, lá no estágio. Ele afirma que tem pena que este país deixe escapar por entre os dedos as pessoas com maior potencial mas diz-nos sem quaisquer rodeios que devemos apostar numa vida lá fora. Isto por aqui esta tudo morto para quem quer realmente vincar na carreira profissional. Confere, na minha cabeça, estou de malas arrumadas!

 

Carnaval

   O Carnaval está aí à porta e devo confessar que não sou fã, e acho que nunca fui. Aos três anos, mascarei-me de palhaço, como o resto da turma. Aos quatro, fui uma sereia (lembro-me muito bem de pintar a cartolina em forma de cauda de peixe de rosa e penso que ainda a guardo lá por casa). Depois disso fui bruxa uma vez, possivelmente com seis anos, e princesa muitas outras. Aos dez anos vesti-me de índia e, para terminar em grande, aos doze anos fui de Bin Laden para a escola (de longe, o disfarce mais aplaudido de sempre). As melhores recordações que guardo do Carnaval são as do Liceu Francês, porque, na sexta à tarde, não havia aulas para ninguém e as turmas combinavam entre si quem é que levava as bolachas, os sumos, as batatas fritas, os salgadinhos, os doces...e fazia-se uma grande festa.

   Agora esta coisa de ir ver passar os carros alegóricos, não me atrai. Muito menos ver homens vestidos de mulher ou adolescentes mascaradas de bebé (que foi o que eu mais vi hoje; deve haver uma explicação psicológica sólida para este fenómeno). No entanto, ao Carnaval no Rio já não dizia que não! Ir ver passar as escolas de samba todas, com aqueles mulherões todos meio despidos, milhões de pessoas na rua a dançar horas a fio, o calorzinho que deve estar por lá agora...hmmm já estou a sonhar muito alto. Talvez um dia. 

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 A qualidade do Carnaval no Brasil é outro nível!

Love

   Aqui no meu estaminé, tento variar um pouco as temáticas que abordo, passando da faculdade para o cinema, do cinema para os livros, para os meus estágios, para as minhas cadelas, para os TBT (que por vezes ficam esquecidos). Tento abordar temas actuais, criticar alguns aspectos da sociedade, falar das minhas experiências de vida e também partilhar alguns textos que vou escrevendo. Mas uma temática que falta muito neste blog, é a temática do amor. E falta essa temática porque eu a pus a um canto, a olhar para a parede e a pensar na vida, como se estivesse de castigo. Está ali há muito tempo já, em pausa, em stand by, à espera que alguém lhe dê atenção e carinho. 

   E falo hoje nesta temática porque se aproxima o dia mais piroso e lamechas do ano, um dia que a mim nunca me disse nada, nunca me chamou a atenção a não ser no ano passado, quando, mais ou menos por volta dessa data, comecei a namorar com o meu ex. Por mim, passava este dia na companhia da minha almofada e o mundo podia esquecer-se de mim que eu teria todo o gosto em esquecer-me dele também.

   Este ano vou ter um S. Valentim diferente, pode ser que, para variar, seja uma data a recordar. Uma amiga e eu temos um encontro no cinema com o Mr. Christian Grey, vamos ver se ele está à altura do desafio e se o filme é, milagre dos milagres, melhor do que o livro. Depois espera-nos a bela de uma sangria e umas horinhas a dançar. Um bom programa para uma forever alone, não acham?

Queridas Férias!

Escrito na semana passada, tenho aguardado por um dia mais preguiçoso para fazer copy paste :P Boa noite!

 

   Quando chegam as férias é que eu me surpreendo com o quanto a Veterinária me desgasta. Parece que saí de um túnel que nunca mais terminava, de uma escuridão imensa que me consumia, que me sugava todas as energias e me impedia de viver. Acordar cedo, deitar tarde, estudar metade de um dia, viajar de um lado para o outro para ir às explorações de vacas, porcos e cavalos, ou então ficar enclausurada em casa durante um mês, a memorizar coisas para os exames, tudo isso é esgotante ao fim de algum tempo. Quando me vejo livre por duas semanas, até parece que fico mais sociável, tenho vontade de fazer coisas diferentes, de conhecer outras pessoas, de falar de algo que não envolva animais. Dou por mim stressada, a olhar para as horas, para depois me lembrar que não tenho onde ir, não tenho horários, nem regras, nem compromissos. Tenho tempo para escrever, nem que sejam pequenos textos. E faz-me tão bem! Às vezes pergunto-me o que seria de mim se tivesse seguido o meu sonho de criança de querer ser escritora. Seria eu mais feliz, mais livre de espírito, mais criativa? Talvez fosse mais livre de espírito mas não tão detentora da minha própria liberdade no sentido prático da palavra. Mas pensar nisso não me leva a lado algum. A minha vida é esta, fui eu quem a escolhi, e vivo feliz com essa escolha, apesar de, por vezes, viver também sufocada por ela.

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 (Não se esqueçam que para se falar em Italiano basta unir a ponta dos dedos de uma mão e agitar enquanto se pronuncia a frase!)

Budismo

   Ontem terminei a minha 2ª obra literária desde que estou de férias. Depois de regressar da Tailândia e do Myanmar, decidi comprar um livro que me pudesse introduzir à religião budista e ajudar a compreender melhor tudo o que tinha visto e ouvido no sudeste asiático. Após meses a apanhar pó, li-o em apenas dois dias. Apesar de católica, o budismo sempre foi uma religião que me atraiu muito, creio que talvez pelo respeito que a Natureza e todos os seres vivos merecem por parte deste culto.

   O budismo distancia-se do cristianismo, do judaísmo e do islamismo pela sua capacidade de estar em sintonia com a Ciência, sem procurar demonstrar a existência de uma força sobrenatural que gere o universo. Aquelas perguntas às quais não conseguimos arranjar respostas adequadas, por meio dessas religiões, podem ser explicadas pelo budismo. Por exemplo, porque é que as pessoas boas por vezes sofrem tanto e as pessoas maldosas vivem felizes até ao fim das suas vidas? Bem, a religião de Buda explica que nós reincarnamos após a nossa morte num ciclo contínuo (só quando se atinge a Iluminação e alcança o Nirvana, a felicidade eterna, é que é possível deixar de o fazer), e que, por isso, as pessoas boas e sofredoras devem ter sido más noutras vidas e estão a pagar por isso e as maldosas irão pagar numa vida posterior.

   Além disso, as leis da Física actualmente aceites, apoiam fortemente os argumentos do Budismo sobre a natureza do Universo, e cada vez mais a meditação e a utilização da energia ganham importância na sociedade actual.

   Deixo-vos com o último capítulo do livro, com a promessa de que irei investigar mais sobre este assunto que me fascina: «Esta religião proporciona em permanência a via para se enfrentarem as muitas desilusões e tragédias da vida, e um modelo alternativo de interacção humana com o mundo em geral. Para os que a ele aderirem, o Budismo será sempre a religião das muitas vias, mas um só objectivo - o da paz.».

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