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Same Same But Different

Um blog repleto de ideias, textos, sonhos e aventuras de uma jovem maravilhada com o mundo em seu redor.

Same Same But Different

Um blog repleto de ideias, textos, sonhos e aventuras de uma jovem maravilhada com o mundo em seu redor.

Parar o Tempo

   Também tens vontade de mandar parar o tempo para sempre, de construir uma barragem para que ele não mais flua, e se deixe ficar, estagnado? Não digo num momento perfeito, nem num daqueles dias que não desejas que cheguem ao fim. Nesses, toda a gente quer parar o tempo. Falo num instante banal, num dia sem nada de extraordinário, num segundo rotineiro. Só para que o relógio deixe de fazer aquele tic tac constante, para que os ponteiros parem com os seus círculos incessantes, para que tudo fique como está para sempre. Para não perderes nunca as pessoas que amas, para não entrares em etapas mais difíceis da vida, para não envelheceres. Para nunca teres de preencher o IRS, sei lá. Para não passares pelo drama do arranjar emprego, ou do ter de emigrar, ou de ficares com o coração despedaçado depois de um casamento falhado. Para te limitares a sair de casa para aprender, e regressar a casa para estudar mais um pouco, mas também para estar com os amigos de sempre, e com a família imutável, e viver assim, para sempre, sem nunca ganhar cabelos brancos, nem rugas, mantendo a juventude e a vitalidade. Sem pânico do dia de amanhã, sem dúvidas em relação ao futuro, sem ataques de nervosismo repentinos quando a noite cai e de um momento para o outro, estás a pensar na morte e na solidão. Rotina, para sempre. Até ao dia em que, daqui a muitos anos, decides "já chega", e então, tudo se apaga, tudo termina, tudo se desvanece. Mas também, que piada teria uma vida assim?

Aquela Frase #7

   Acho que o Martin Luther King e o Mandela estão às voltas no caixão, parece que estamos a voltar ao tempo da segregação, da discriminação e do assassinato impune de pessoas de cor.

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O Drama do Leite

   Hoje venho falar-vos de um assunto controverso que me anda a atormentar há já bastante tempo. Decidi mencioná-lo aqui hoje porque acabo de vir de uma conferência do PAN (Pessoas-Animais-Natureza) sobre o leite e suas considerações éticas, comprometimento ambiental e benefícios vs malefícios para a saúde.

   Desde que li alguns artigos que falam da relação entre cancro e o consumo de leite que reduzi bastante o consumo deste alimento apesar de continuar a consumir alguns derivados. É verdade que existem estrogéneos no leite, e que consumimos hormonas quando o bebemos. É verdade porque eu vejo com os meus próprios olhos como é que se faz o maneio reprodutivo destas vacas, como é que é possível inseminar uma manada quase toda no mesmo dia. Para que isto aconteça, recorrem-se a variadas hormonas, nomeadamente progesterona e prostaglandinas, que, ao contrário dos antibióticos e células somáticas, não sofrem qualquer tipo de controlo antes de o produto vir parar às mãos dos consumidores. E penso que faz todo o sentido pensarmos em cancros da mama, dos ovários, do útero e da próstata quando temos elevados níveis de estrogénios em circulação no nosso organismo. Hoje falou-se também na resistência à insulina que a lactose tem capacidade para fazer (extremamente perigoso para diabéticos), na estimulação da IGF1, que é um promotor de crescimento e que portanto, em caso de tumor, vai promover a proliferação celular do mesmo, a angiogénese, a metastização e a sobrevivência das células tumorais, e também na exacerbação de todas as doenças autoimunes uma vez que os péptidos do leite são semelhantes a outros que são intrínsecos ao nosso organismo. É claro que muitos destes testes são observacionais, e portanto não se pode afirmar com toda a certeza que os lacticínios têm, de facto, estes "inconvenientes", apesar de permitirem ter uma ideia que tenda nessa direcção.

   Para além de todas estas questões de saúde, a parte ética também é deveras importante para mim. Eu não gostava de ter mamas enormes para dar 35 litros de leite por dia para que outra espécie o pudesse beber. Nem gostaria de ver a minha vida reduzida a 1/5 do normal e ser descartada quando a minha produção começasse a ficar abaixo dos limites mínimos exigidos. Muito menos ter de parir uma vez ao ano e ver as minhas crias serem-me retiradas no primeiro dia. Imagino que as vacas também não gostem.

   Somos a única espécie que continua a beber leite depois da primeira infância. Eu acho meio embaraçoso. 

   Começo a reparar que, quando agora bebo um pouco mais de leite, fico logo com náuseas e meia hora depois estou com um desconforto intestinal espectacular. Começo a inchar, a inchar, e fico a sentir-me mal o resto do dia. Estou a começar a ficar intolerante e isso é óptimo. O caminho agora vai no sentido de abandonar por completo este consumo. Como os leite vegetais são caros, vou apostar em receitas caseiras muito mais em conta e em chá, muito cházinho para acompanhar com torradas!

Missão Poema #1

   Este post era para ter sido publicado ontem mas o meu computador andou parvo até eu fazer actualizações. Anyway, eu sou maluquinha por poemas. Adoro Fernando Pessoa e todos os seus heterónimos, adoro Florbela Espanca, e sobretudo, sou louca por poemas franceses. Como gosto de exercitar a memória, decidi que todas as semanas vou decorar um poema, sendo que este desafio terá a duração de dez semanas e poderá contar com seis poemas em francês e quatro em português. Começando com um dos meus preferidos de todos os tempos, cá fica Demain dès l'aube, de Victor Hugo. Confesso que fiz alguma batota com este e já o ando a repetir na minha cabeça há uns dias mas, todas as segundas feiras, dir-vos-ei se a missão foi cumprida e qual é o poema que se segue!

Demain, dès l'aube, à l'heure où blanchit la campagne,
Je partirai. Vois-tu, je sais que tu m'attends.
J'irai par la forêt, j'irai par la montagne.
Je ne puis demeurer loin de toi plus longtemps.

Je marcherai les yeux fixés sur mes pensées,
Sans rien voir au dehors, sans entendre aucun bruit,
Seul, inconnu, le dos courbé, les mains croisées,
Triste, et le jour pour moi sera comme la nuit.

Je ne regarderai ni l'or du soir qui tombe,
Ni les voiles au loin descendant vers Harfleur,
Et quand j'arriverai, je mettrai sur ta tombe
Un bouquet de houx vert et de bruyère en fleur.

7 Coisas

Roubei este postzito da Everything happens for a reason porque me divirto muito a responder a estas coisas! :)

 

7 coisas que me encantam

1. Ver o pôr do sol na praia

2. Acordar com o chilrear dos pássaros aos fins de semana na Primavera

3. Cantar quando passa uma música de que gosto na rádio

4. Aprender o máximo sobre a minha futura profissão

5. A união das pessoas para salvar um animal

6. O Natal

7. Fogo de artifício

 

7 coisas que eu amo (epá coisas? não posso pôr pessoas?!)

1. Viajar

2. Falar sobre viagens

3. Planear viagens

4. Fazer mergulho

5. Dar umas braçadas na piscina

6. Poemas

7. O Sporting

 

7 coisas que eu faço bem

1. Memorizar ahahah

2. Falar diferentes línguas

3. Escrever (?)

4. Ser pontual

5. Planear viagens (sou tão boa nisto)

6. Ouvir em vez de falar

7. Bronzear

 

7 coisas que não faço bem

1. Dançar

2. Cantar

3. Falar em público

4. Fazer a cama (fica sempre tudo torto)

5. Patinar

6. Manter a calma quando necessário

7. Desenhar (pior que um miúdo de 2 anos)

 

7 coisas que não gosto

1. Bacalhau à brás

2. Quando mandam bocas sobre eu não comer carne

3. Ficar o Verão inteiro em Portugal

4. Ser tímida

5. Estar viciada em Candy Crush há mais de um ano

6. Ostras

7. Mudanças de plano à última da hora

 

7 coisas a fazer antes de morrer (7 dos 58/100 que ainda me restam fazer)

1. Pisar os cinco continentes

2. Arranjar um homem decente

3. Ter a bela de uma carreira

4. Mergulhar na Grande Barreira de Coral

5. Ser madrinha de casamento de alguém

6. Fotografar o Grand Canyon ao pôr-do-sol

7. Inventar nomes no Starbucks

 

7 coisas que eu mais digo

1. Nossa, que biolência!

2. So long....sucker!

3. Merda!

4. bla bla bla elefantes bla bla bla Tailândia

5. Devia estar a estudar

6. Sou viciada em séries

7. Salsichaaaaaaa (a chamar as cadelas)

Escrever

   Em Abril de 2010, comecei a escrever uma história, que ficou concluída em Agosto de 2011. Tem 320 páginas, é do tamanho de um livro, mas não lhe posso chamar assim porque nunca fiz nenhuma tentativa para a ver editada. Hoje em dia, não me vejo capaz de escrever algo assim outra vez. Quando escrevo, saem sempre textos vindos da parte mais profunda da minha alma, caso contrário, não vale a pena, não gosto deles, e acabo por os apagar. 

   Esta narrativa de que falo tem muito de realidade, e creio que foi por essa razão que me esforcei por a ver terminada. Porque, se falasse da guerra, de algum romance à distância ou das planícies da China, eu rapidamente abandonaria o projecto pois são situações, épocas e locais que nada me dizem. Admiro imenso quem escreve no passado, no futuro, num país que nunca conheceu ou sobre uma aventura que nunca experenciou. Eu não consigo, fico ali a meio, e é também por essa razão (aliada à falta de tempo) que no meu computador, são reis os textos mais pequenos, alguns com uma ou duas páginas.

   Um dia gostava de ter a coragem de voltar a redigir uma obra em grande, talvez até possa edificar algo com os pequenos textos que tenha, se arranjar um tema comum a todos eles. Nos dias que correm, se conseguir escrever um a cada duas semanas, já me dou por contente. 

Obrigada

Às vezes, as longas viagens de autocarro até às explorações inspiram-me a escrever pequenos textos.

 

   Gostava que estivesses hoje aqui para veres como estou feliz, como sou livre, como tão depressa de ti me esqueci, como consigo sorrir da forma mais natural e espontânea de sempre. Ainda bem que não ficaste. Fazias-me mal. Hoje sou feliz e posso prová-lo. Hoje sou capaz de voar porque a asas que me arrancaste sararam e as penas voltaram a crescer e são agora mais esbeltas do que nunca. Posso saltar e correr pelos campos fora como um coelho bravo e beber água dos ribeiros como uma raposa selvagem. Consegui soltar-me das tuas correntes e atirá-las ao chão com estrondo. Abri a porta da gaiola e fugi. E agora sou feliz, sabes? Tão feliz que às vezes podia explodir de felicidade. Ainda bem que foste, que desapareceste, que saíste da minha cabeça. Obrigada.

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