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Same Same But Different

Um blog repleto de ideias, textos, sonhos e aventuras de uma jovem maravilhada com o mundo em seu redor.

Same Same But Different

Um blog repleto de ideias, textos, sonhos e aventuras de uma jovem maravilhada com o mundo em seu redor.

A Noite

   A noite cai e ela acende a luz, receosa das sombras que a primeira trás consigo. O silêncio arrasta vozes murmuradas que lhe segredam mentiras aos ouvidos. Ela esconde-se, debaixo dos lençóis, e tapa os ouvidos. Por vezes, tenta abafar os sussurros empurrando a almofada de encontro à cabeça, ou então colocando auriculares com música bem alta. Mas assim que ela respira de alívio, as vozes retornam, com mais intensidade, com mais mentiras, pretendendo assustá-la, levá-la à loucura. Falam-lhe da solidão, de como vai ter uma vida sofrida, de como toda a gente de quem ela gosta irá desaparecer, e de como ela ficará para último, para ter uma morte terrível. Há noites em que a desafiam. "Salta, não fazes nada nesse mundo. Deste lado é melhor". Ou então, adivinham os seus pensamentos mais negros e murmuram: "Usa a faca afiada que tens na cozinha. Essa pessoa fez-te mal, não merece viver". E ela enrola-se um pouco mais debaixo dos lençóis, fingindo que nada escuta. No Verão, o calor torna-se sufocante. O cabelo cola-se-lhe à face e o pijama fica encharcado em suor. Às vezes grita, sem perceber se o faz para afastar as vozes, ou para acalmar um pouco a dor das cãibras que a consomem durante longas horas, pela facto de ter os músculos tão contraídos. Uma noite, arrancou tantos cabelos que uma mancha negra se apresentava nos lençóis a seu lado quando a luz da madrugada chegou. Num outro momento, cerrou tanto as mandíbulas que sentiu claramente um dente a rachar. Uma outra vez, achou que não aguentava mais e tentou saltar. Mas quando abriu a janela, percebeu que a manhã surgia e que as vozes haviam desaparecido. Todas as noites, elas tinham algo para lhe sussurrar aos ouvidos, e nunca eram notícias aprazíveis. E todas as noites, aos primeiros raios da madrugada, elas desapareciam, como se nunca tivessem existido, como se fossem um produto da sua mente, como se fossem apenas uma fantasia de um pobre espírito delirante.

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Foi um espectáculo!! - Jessie J em Portugal

 "Who You Are" sempre foi uma das minhas preferidas. E depois a Jessie começa com este discurso todo e eu não me aguento. Às tantas olho para a direita e está uma miúda ao meu lado também lavada em lágrimas. Foi um momento lindo.

 Muito falou ela durante o concerto mas eu ficava a ouvi-la durante horas e horas.

 "Bang Bang" foi a última música e foi daquelas em que eu mais saltei e cantei pelo que a qualidade do vídeo é péssima. Mas fica a ideia: foi um concerto inesquecível 

Desbunda Total

   Tenho andado na boa vida. Na sexta-feira fui viver os Santos Populares e vinguei-me no álcool. Foi tudo muito bonito e cheio de cores até ao momento em que, no regresso a casa, saí do comboio e tive de ir a correr para um caixote do lixo. A partir daí foi a pior noite do ano.

   Ontem, ainda de ressaca, fui correr os 8km da Marginal à Noite. Dado o meu estado de zombie, estava convicta de que faria um tempo superior a 50 minutos. Qual  não foi o meu espanto ao cortar a meta ao verificar que o relógio marcava 46 minutos e 50 segundos. Correr com música é mesmo outro nível. E esta foi uma das corridas mais bonitas que fiz.

   A esta hora, já devia estar na fila para o concerto da Jessie J há muito tempo. Mas o facto de haver maluquinhos a acampar desde sexta e de estar uma bela manhã de Inverno levou-me a adiar a minha saída de casa. Parece que já não vou ver a minha deusa de perto mas fico feliz de a ver actuar ao vivo pela segunda vez. Que a desbunda pós 4º ano prossiga!

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O Sto. António lá deu uma mãozinha e passámos uma bela noite!FB_IMG_1434277882724.jpg

 Eu quero a t-shirt dos Mov'et tipo JÁ!!!

Final do 4º Ano

   O 4º ano chegou hoje ao fim. Foi-se embora tão depressa quanto chegou. Parece que foi ontem que fui para as aulas, acabada de chegar da Tailândia, ainda dominada pelo jet lag. Foi o ano de pôr as mãos na massa, de aplicar os conhecimentos teóricos na prática, de desenvolver o raciocínio clínico para chegar a um diagnóstico.

   Por fazer parte de uma turma pequena composta apenas pelas pessoas "mais fixes" e também mais interessadas, pude praticar muita coisa. Castrei porcos, esterilizei gatas e cadelas (sempre em parceria com a futura Dra cirurgiã Melissa), realizei técnicas de fisioterapia em diversos animais, tive pela primeira vez contacto com burros e ainda aprendi a fazer limpeza de cascos dos mesmos, fiz mais palpações rectais do que tinha realizado no resto do curso, assisti a cirurgias de urgência espectaculares, participei em muitas palestras, pus catéteres de um lado, de outro, à frente e atrás (só faltou mesmo colocar de olhos fechados), ajudei em vários tratamentos de vacas, fiz ecografia diversas a equinos e também ecografias para diagnóstico de gestação a ovelhas e cabras, e, milagre dos milagres, deixaram-me administrar um fármaco a um cavalo lá no hospital onde temos aulas!

   Diziam que o 4º ano era o mais difícil e o mais trabalhoso. Concordo totalmente, foi um ano puxadíssimo em termos de carga horária e de matéria para estudar, ainda para mais com as mudanças que houve na avaliação teórica, que passou a ser contínua, e não apenas por exame final. Mas foi também o ano mais proveitoso, o ano mais espectacular. Dizem também que, comparando com os que já ficaram para trás, o 5º ano é um ano de passeio, muito relaxado. Fico à espera de corroborar essa teoria. Caso se confirme, estágios é o que não falta por aí.

   Deixo-vos uma montagem que fiz com algumas fotos deste ano, com a consciência de que representam muito pouco daquilo que ele realmente significou para mim. Já dizia Confúcio, "escolhe um trabalho de que gostes e não terás de trabalhar nem um dia na tua vida". E é assim que eu quero que continue a ser até ao fim dos meus dias :)

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Adormeci

   Ontem adormeci a sorrir, com os auriculares nos ouvidos, pois a música que passava me fez pensar em ti. Não sei porquê mas era de noite, e estávamos os dois numa estrada deserta. À nossa frente, erguia-se a imensidão do mar. Olhávamos um para o outro quando eu murmurei um "vou ter saudades tuas". Abracei-te, sorrindo. E sei que tu sorrias também, envolto nos meus braços. Depois, eu segui numa direcção, e tu noutra. E foi nesse instante que adormeci.

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Encontros

   Ia eu no meu passeio matinal com as cadelas quando vejo ao longe um senhor com uma camisola do Sporting a vir na minha direcção. Nada de pouco habitual por estes lados. Quando ele se aproxima e começa a chamar a Amora e a Oreo, eu olho melhor para a cara dele e vejo que é o Paulinho! Fiquei tão contente de conhecer este senhor que é tão querido aos sportinguistas e que há tantos anos que trata com enorme zelo do equipamento dos nossos jogadores que regressei a casa aos pulinhos. Pena nunca levar o meu telemóvel comigo, tinha dado uma bela selfie para a posterioridade. Há dias que começam mesmo bem! :)

Com Todas As Células

   Esta é para os nerds das Ciências (tipo eu). PS: não se ponham a escrever textos às 2 da manhã porque saem coisas destas!

 

   Amo-te com todas as células do meu corpo. Todas aquelas mitocôndrias produzem ATP para te amar e toda aquela cromatina se enrola e desenrola de forma repetida, formando cromossomas, só para eu te continuar a adorar, dia após dia. A barreira de fosfolípidos é impermeável a muita coisa, mas nunca ao teu amor, fazendo com que haja um influxo de moléculas de paixão, e, por difusão passiva (e às vezes por osmose), esse sentimento vá crescendo com o passar do tempo.

   Os meus complexos de Golgi dão aso a lisossomas em forma de coração e os ribossomas fabricam todas estas estruturas proteicas a fim de permitirem que o meu músculo cardíaco possa atingir velocidades estonteantes de cada vez que o meu nervo óptico te distingue ao longe, por entre a multidão.

   Os meus retículos endoplasmáticos lisos bem tentam livrar-me de todas estas toxinas de amor que a tua forma de ser leva o meu corpo a fabricar, mas neste caso, o transporte activo é mais forte, pelo que tal tarefa se torna impossível.

   O meu citoesqueleto encontra-se sobrecarregado de emoções a teu respeito. E se por um lado, impera a razão de saber que tenho de te deixar ir, por outro lado sou uma louca, bêbeda de amor por ti. Ah, maldito DNA! Porque tive eu de nascer assim, desejando quem não posso ter? Numa próxima vida, talvez deixe o RNA no comando. Pode ser que dessa forma, o meu amor por ti não se renove como o ciclo de Krebs, a cada lufada de ar.

Throwback Thursday #22

   Em Junho de 2013, tivemos a melhor saída de sempre de colegas de faculdade. Nessa noite, eu fiz 20, 21 e 22 anos (cantaram-me três vezes os parabéns) e ofereceram-me uma tiara que o monhé andava a vender. Foi qualquer coisa de espectacular!

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