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Same Same But Different

Um blog repleto de ideias, textos, sonhos e aventuras de uma jovem maravilhada com o mundo em seu redor.

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52 Semanas: Semana 2 - Eu nunca...

1. Eu nunca tive varicela, sarampo, parti um osso ou fiquei internada no hospital. Uma força da natureza hehehe.

2. Eu nunca experimentei manteiga de amendoim (só mesmo naquele gelado Ben&Jerry's) mas estou morta para o fazer!

3. Eu nunca hei-de gostar de Anime. Acho aquilo horrível.

4. Eu nunca fui à Irlanda. Mas está na minha lista. Quem sabe se para breve.

5. Eu nunca achei que ia ser veterinária até chegar ao 11º ano. A vida dá muitas voltas.

A Rapariga Dinamarquesa

   Vi o trailer há uns tempos e não ia com grandes expectativas. Não é bem o meu género de filmes. Pouca acção, muito dramatismo. Mas gostei, especialmente da primeira parte. O fim foi demasiado previsível.

   O filme conta a história de um casal de pintores residentes em Copenhaga na década de 1920. Ele, Einar Wegener, começa a perceber que não se sente bem no corpo que tem. Começa a usar roupa feminina por baixo das vestimentas, maquilha-se, e um dia apercebe-se de que existe uma mulher dentro de si, que não mais consegue reprimir. A mulher dele, Gerda, incentiva-o de início, crendo tratar-se de uma brincadeira, mas logo se apercebe de que o marido está a desaparecer para dar vida a Lily.

   Einar consulta vários médicos, é sujeito a tratamentos de radioterapia, mas ninguém parece realmente entender o que se passa com ele. Com o apoio da mulher, que acaba por perceber que se não deixar o marido ser Lily, ele nunca será feliz, muda-se para a Alemanha, onde um médico se mostra disposto a arriscar uma cirurgia nunca antes efectuada para transformar Einar naquilo que ele sempre foi, lá no fundo do seu ser: uma mulher.

   Palmas para a fotografia, para a banda sonora e pelo retrato de uma história de amor única - se o meu marido quisesse virar mulher, eu respeitava mas não ficava lá para ver. O Eddie merceu a nomeação para o Óscar mas não me parece que mereça a estatueta. Já o vi fazer melhor. O fim foi demasiado previsível, como já o indiquei mais acima, e é por isso que classifico este filme de "bom" e não "excelente".

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Acabou

   Acabou. O último 1º semestre da minha vida chegou ao fim e agora tenho de pensar no que vou fazer com estas cinco semanas de férias que me esperam. Pensei que ia estar a lançar foguetes e a comemorar mas hoje tive um dos piores e mais stressantes dias que já vivi na faculdade, e provavelmente a pior nota desde que acabei o secundário. Mas o que está feito, está feito, e em princípio, passei a tudo. Este fim-de-semana vai ser dedicado a repôr as incontáveis horas de sono que tenho a menos, à leitura, à escrita, à corrida e a nada mais.

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Ninguém Disse Que Era Fácil

   Nem sempre é fácil. Correcção: na maior parte das vezes, é difícil. A vida está cheia de desilusões, de "nãos" quando querias um "sim", de pessoas que te viram as costas no momento em que mais precisas, de trambolhões de elevador quando pensavas que já tinhas escalado mais dois patamares. Vais querer desistir de coisas que sempre quiseste fazer, de quem sempre sonhaste ser. Vais acreditar que não és bom o suficiente, que há sempre melhor, que não serves para nada. Vais meter na cabeça que tens problemas emocionais, "unsolved business" contigo mesmo, que és deficiente. Vais culpar-te por tudo o que corre mal. Vais querer desistir. 

   Quando menos esperares, vai lá estar alguém, aquela pessoa que tu nunca acreditaste que te fosse dar a mão, para te ajudar a levantar depois da queda e a sacudir o pó das tuas roupas. Vais olhar para ela com desconfiança porque nem tu próprio acreditavas ser capaz. Mas ela não vai dizer mais do que "sim, tudo é possível, tu consegues". O resto está por tua conta. Podes levar anos a atingir um patamar que outros alcançam em apenas algumas semanas. Podes ter de fingir ser outra pessoa, empurrar sentimentos e emoções para debaixo do tapete, trazer à tona situações que preferias ter guardado à chave dentro de uma gaveta. Podes precisar de ajuda. Não tenhas vergonha de admitir que sozinho não consegues. Podes ter de abdicar de muito. Mas não desistas. Sê quem sempre quiseste ser, sem te deixares levar por opiniões alheias. Não és menos do que ninguém. Não vires costas. A tua felicidade vale mais do que esse desejo de abandonar o barco quando parece não haver salvação. Pratica. Em frente ao espelho, se for preciso. Repete. E quando achares que já está bom, repete de novo. Revê as tuas falhas e encontra forma de as manipulares em teu favor. Sê melhor a cada dia que passa. Encara os obstáculos com um sorriso no rosto e guarda as críticas para um dia poderes olhar para trás e verificar que já não se aplicam. Esforça-te. Ninguém disse que a vida era fácil. Mas aquilo que tu queres, depende apenas da tua vontade.

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52 Semanas: Semana 1 - Coisas que me fazem ficar feliz

   Decidi aderir ao desafio das 52 semanas, ao longo das quais irei publicar o top 5 de respostas às perguntas colocadas, uma por cada semana. A primeira é "coisas que me fazem ficar feliz".

1. Dias de sol. Sem muito calor. Também gosto de chuva mas por mim tínhamos 6 dias de sol e 1 de chuva por semana e estava a coisa resolvida!

2. Uma boa nota na pauta. Ahahah tinha mesmo de colocar esta. Um 17 alegra o dia de qualquer pessoa.

3. As minhas salsichinhas. Amores da minha vida, paixões do meu coração, fazem parte da família. Esses olhinhos que pedem festas, essas caudinhas a abanar, esses latidos de amor...e eu daqui a nada estou a ir buscar uma para a estrafegar de beijos se não paro com isto.

4. Correr. Devia ter descoberto isto mais cedo. Desde que comecei a correr de forma regular (duas vezes por semana, mínimo) que liberto "coisas" - como diz uma certa pessoa - que só me fazem mal. Acho que elas saem com o suor mas não quero estar aqui a lançar boatos.

5. Planear viagens. Excitação ao máximo. Sonhar com o desconhecido, imaginar paisagens novas, calcular rotas, distâncias, gastos... Melhor do que isso só mesmo viajar!

 

O top 5 é pequeno para tantas outras coisas que me fazem feliz! Às vezes faz bem um post destes para perceber que realmente existem mil e uma coisas capazes de nos colocar um sorriso no rosto.

Pelo Menos em Espírito

 Tem estado complicado para conseguir actualizar o meu cantinho devido à intensidade destas últimas semanas do semestre. Ainda bem que encontrei aqui nos arquivos um texto com pouco mais de um mês que nunca cheguei a publicar. Cá vai! :)

 

Tenho sono. A tua imagem na minha mente é a única coisa que me mantém acordada. Já não consigo olhar mais para as aulas, invades-me o pensamento a cada instante. Decido deitar-me. Mesmo na escuridão, após noites e mais noites sem dormir o suficiente, continuas a persistir. E eu imagino um futuro onde o “nós” substitui o “eu e tu”, onde somos felizes, onde não preciso de fechar os olhos para ver os teus, onde não tenho de adormecer para te poder beijar, onde não és mais uma ilusão. Ando às voltas na cama. Falta-me o conforto do teu abraço. Acendo a luz e vejo que se passaram duas horas em vão. Irrito-me. Contigo, comigo, com esta entropia do universo absurda que me consome, dia após dia. São horas perdidas a pensar em ti, energia incalculável que me consomes, desejos infindáveis que levam a frustrações certas, lutas internas para acabar com esta obcessão. Estou fisicamente e psicologicamente exausta. É a teoria do caos, no seu mais elevado esplendor. Adormeço finalmente.

Desperto estremunhada pela manhã. Mais uma noite sem dormir o suficiente. Olho-me ao espelho. Cabelo desgrenhado, olheiras implacáveis, uma palidez extrema. E atrás de mim, uma lembrança de ti. Sorrio, sem conseguir evitar a sensação de calma que me invade ao perceber que vai ser mais um dia na tua companhia. Pelo menos em espírito.

Downton Abbey

   Há uns anos atrás, apaixonei-me. Por nada em especial, mas por tudo. Pela excelente caracterização das personagens, pelos cenários idílicos de uma Inglaterra campestre, pelas vivências de um século que gostava de ter conhecido, pelas vestimentas da época, pelo acento britânico envolvente, pela banda sonora, pelo enredo da história, que tinha tudo para triunfar. Apaixonei-me pela Mary, pela Sybil, pelo Matthew, pela Anna, pelo Bates, pelo Thomas, pelo Tom, pela Mrs. Crawley e até pelo Mr. Carson, vá-se lá imaginar! Tive desgostos que duraram dias quando algumas destas personagens morreram e sofri até à última instância com os dramas da família Crawley. Ontem, apesar de estar atolada de trabalho e de andar meio zombie, ainda me lembrei de ir ver o último episódio da série, que saiu no Natal, e que eu ainda não tinha visto. Confesso que o final me emocionou, apesar de não ter tido propriamente nenhuma cena comovente e de todos terem acabado felizes e realizados (os meus finais preferidos). Sem dúvida uma série que vai deixar muitas saudades - já estou com vontade de voltar a ver tudo do princípio - e que recomendo a todos os sonhadores que, como eu, sentem que, de certa forma, gostariam de ter conhecido este ambiente de inícios de século XIX e presenciado as mudanças que se foram dando ao longo do tempo. Farewell, Downton Abbey!

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Conversas do dia #5

No sábado, enquanto tirávamos uma meia do intestino do cão de uma amiga (aka Kiko, o papa-meias), no bloco operatório do hospital:

Dr. H. : Uma vez abri um cão para retirar umas cuecas que ele engoliu. Quando a dona quis recuperar as cuecas, ficou supreendida porque afinal não lhe pertenciam!

Eu : Ups! Alguém foi apanhado!

D.A.M.A before the Drama

   Ontem acordei antes das 7h da manhã e só descansei dezoito horas depois. Mas literalmente, porque sentei-me trinta minutos para almoçar e o resto do dia foi passado a limpar, a dar medicações, a correr para abrir a porta (que fica dois andares abaixo da sala de internamento e fica fechada em período de urgências), a atender telefones a cada cinco minutos, a internar animais, enfim. Parece que decidiram ficar todos doentes nesta época pós-natalícia. Depois disso, ainda fui ver uma parte do Sporting Porto ao Irish Pub (yeaaaahhh adeuzinho Lotopegui!) e logo a seguir, assisti ao concerto dos D.A.M.A, que foi morninho mas serviu para descontrair um pouco e conviver.20160102_220439 (1).jpg

   Hoje estou ao contrário. Vou ficar sentada até à noitinha nesta mesma cadeira, a arrancar cabelos porque a primeira frequência é já amanhã e eu ainda tenho a neurologia toda por estudar!! May the force be with me because I feel Iike I might die this week!

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