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Same Same But Different

Um blog repleto de ideias, textos, sonhos e aventuras de uma jovem maravilhada com o mundo em seu redor.

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52 Semanas: Semana 34, 35 e 36

   Cá estamos para mais uma actualização do desafio das 52 semanas. Podia ter actualizado o mesmo na semana passada mas decidi deixar passar mais uma para juntar três de uma vez. Vamos a isso!

Semana 34: Livros que eu acho que toda a gente deveria ler:

1. The Great Gatsby. Para além de ser um clássico da literatura, lê-se muitíssimo bem e é um romance que acaba por ter um enredo deveras interessante e acabar de uma forma pouco expectável.

2. 22/11/1963. É capaz de ser o meu livro preferido de todos os tempos. Esta obra de Stephen King conta a história de Jake Epping, que regressa ao passado através de uma passagem secreta para contornar a história e impedir John F. Kennedy de ser assassinado.

3. Se Isto é um Homem, do Primo Levi. Retrata na primeira pessoa a experiência de um campo de concentração. Um livro muito tocante, com uma história bem real.

4. O Guarda da Praia. Sempre foi dos meus livros preferidos, talvez pela simplicidade da escrita.

5. Admirável Mundo Novo. Apesar de não ter gostado nada do final, penso que é um livro com um enredo extemamente actualizado, embora tenha sido publicado em 1932, que conta a história de uma sociedade dividida por castas, onde as pessoas nascem já biologicamente definidas para realizar uma determinada tarefa e onde ninguém questiona esta organização. Soa familiar?

Semana 35: As minhas piores compras foram...

Sinceramente não sei bem o que escrever aqui pois das compras más eu geralmente não me lembro. Sei que tenho um computador da Asus que saiu uma bela porcaria mas foi o meu pai que mo ofereceu há uns anos. E houve uma ou duas vezes que comprei sapatos dos quais acabei por não gostar ou roupa que afinal não ficava assim tão bem.

Semana 36: Morro de preguiça de...

1. Dobrar meias. É a tarefa doméstica que eu mais odeio.

2. Correr. A poucas semanas da maratona, ando extremamente preguiçosa para fazer os treinos mais longos, estando sempre a adiá-los. Falta-me motivação para treinar com maior rigor.

3. Escrever a tese. Cada vez que pego nisso, há sempre uma coisa qualquer na internet mais interessante para ver (apesar da minha tese ser super interessante, ok?).

4. Cozinhar. Até gosto. Mas dá tanta preguiça de começar!

5. Arrumar a roupa. Esta vai-se acumulando ao longo da semana num montinho em cima da cadeira e só após três ou quatro dias é que eu me decido a arrumá-la novamente.

Copenhaga

   Copenhaga foi o ponto de partida e o ponto de chegada desde cruzeiro a bordo do MSC Opera mas só à chegada houve tempo para dar uma volta pela cidade que eu já conhecia do interrail de 2012. 

   A primeira paragem foi para visitar a Pequena Sereia, oferecida à cidade de Copenhaga pela Carlsberg em 1913. Seguiu-se a zona das residências reais de inverno, Amalienborg, e da Igreja de Mármore, que tive muita pena de não poder revisitar por dentro, uma vez que é uma das mais bonitas igrejas onde já entrei.

   O Nyhavn, o mais famoso canal de Copenhaga, conhecido pelas suas picturescas casas coloridas e onde habitou durante vinte anos o escritos Hans Christian Andersen, foi vislumbrado apenas do autocarro, sem direito a passeio a pé, pois as últimas horas disponíveis antes de seguir para o aeroporto seriam passadas no famoso parque de diversões Tivoli. 

   Assim acabaram umas das férias mais divertidas da minha vida e estou desde há uns dias a lutar contra uma melancolia extrema, a roçar a depressão. O que vale é que no dia 6 de Outubro começa outra grande aventura, a dos Estados Unidos!

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A Pequena Sereia continua no mesmo sítio20160903_125308.jpg

Jardins do Tivoli. As cadeiras tinham uma vista muito boa sobre a cidade!DSCF7738.JPG

Fonte de Gefion, também oferecida pela Carlsberg, e igreja de Saint AlbansDSCF7756.JPG

 Igreja de Mármore

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 Ainda consegui tirar duas boas fotos do Nyhavn do autocarro

Olden

   Na última paragem do cruzeiro, o navio atracou em Olden para que pudéssemos visitar o glaciar de Briksdal, que é a principal atracção da região, para além dos lagos de um azul esverdeado lindíssimo. Fizemos uma caminhada bastante cansativa de 2,5km até chegarmos ao glaciar, que tem um lago a seus pés, passando pela maior cascata da Europa em termos de volume de água - 10 000 litros por segundo é o que aquele gigante verte no Verão. Voltamos para trás e no restaurante onde tínhamos sido despejados para iniciar a caminhada, esperava-nos um banquete de bolos com café quente que me soube ao céu. Depois disso, ainda paramos à beira de um lago para algumas fotografias e já não houve tempo para visitar a pequena vila de Olden propriamente dita.

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Olden, uma povoação muito pequenina mesmo no final de um dos fiordes mais compridos da Noruega.DSCF7637.JPG A poderosa cascata

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O glaciar de Briksdal, que tem vindo a reduzir consideravelmente o seu tamanho desde 1920. Tinha uma placa a indicar onde terminava nessa data e era muitíssimo maior. 

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 Paragem para fotografar os lagos.

Bergen

   A visita a Bergen foi feita à chuva, que nesse dia não deu tréguas. Começou com um passeio de autocarro pela cidade, com destaque para alguns pontos mais importantes, e seguiu com uma curta caminhada pela zona de Bryggen, que é a principal atracção ali na zona. Estes edifícios feitos em madeira eram um dos centros de comércio da liga hanseática e era neles que, a partir do ano 1350, se armazenava o bacalhau pescado em águas norueguesas. Arderam por várias vezes ao longo das décadas, a última das quais em 1995. Em 1979 Bryggen tornou-se Património Mundial da Unesco e é hoje um dos pontos mais famosos da Noruega.

   A viagem seguiu de autocarro com um passeio pelo fiorde até a um cais de embarque onde prosseguimos viagem num barco, de regresso ao centro de Bergen. Passamos por centenas de pequenas ilhas, algumas habitadas, outras desertas, e se não fosse a chuva teria sido uma viagem extremamente agradável. De regresso a Bergen, ainda houve tempo para um passeio curto a pé e para fazer umas compras numa loja de souvenirs.

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Bryggen vista do marDSCF7286.JPG

Entre as casinhas de madeira de BryggenDSCF7356.JPG

Passeio pelas ilhas do fiorde de BergenDSCF7376.JPG

Berlim

   O MSC Opera partiu de Copenhaga mas como nesse dia foi chegar ao aeroporto e ter transfer directo para o navio, não deu para ver nada da cidade, pelo que será a última de que irei falar. Atracados em Warnemunde, ali ao pé de Rostock no dia seguinte pela fresca, seguimos de autocarro numa excursão até à capital alemã, Berlim. Foram três horas à ida e mais três à vinda, com apenas outras três horas para visitar alguns pontos mais turísticos da cidade de autocarro e também a pé, pelo que soube a muito pouco.

   Caminhamos pelo Reichstag, pela Porta de Brandenburgo, visitámos um memorial recente para as vítimas do Nacionalismo Social e outro para os judeus assassinados durante o Holocausto, uma parte remanescente do muro de Berlim e tudo o resto (Grosse Sterne, Check Point Charlie, Museuminsel, Fernsehturm) foi visto de autocarro, com uma breve pausa para almoçar.

   Apesar de ter gostado de regressar à minha cidade de sonho, foi uma visita muito curta que não deu para matar saudades e permanece assim a vontade de lá regressar um dia com mais calma, quem sabe lá morar durante uns tempos.

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Grosse Sterne

DSCF7167.JPG Reichstag

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Memorial aos Judeus mortos na EuropaDSCF7211.JPGMuro de Berlim

 

Uma Viagem Inesquecível

   Estou de regresso do cruzeiro e posso desde já dizer-vos que superou as minhas expectativas e que passei uma das semanas mais divertidas da minha vida. Durante a próxima semana vou mencionar todos os diferentes locais de paragem do navio mas antes de mais vou falar sobre a vida a bordo, pois foi isso que mais me surpreendeu pela positiva e certamente que não teria sido a mesma coisa sem toda a animação diária! As actividades no navio começavam cedo, pelas nove da manhã, com aulas de stretching e aeróbica, prolongavam-se pela tarde com jogos e desafios, intercalados com aulas de dança, competições de sudoku, entre outros, e terminavam todas as noites com espectáculos no teatro, já sem mencionar a discoteca, que todas as noites tinha uma festa com um tema diferente e passava música até de madrugada. Como dois dos dias foram passados inteiramente a navegar, tive de ocupar o meu tempo com as mais diversas actividades. A bordo tive aulas de merengue, tango, salsa, mazurka, kizomba, mambo, e possivelmente mais das quais não me recordo. E confirma-se: sou um desastre autêntico a dançar por não ter qualquer sentido de ritmo. Tive aulas de italiano, participei em jogos de equipa, em diversos quizzes, no "adivinha a música" (até ganhei um prémio), jogos de memória, etc etc. A equipa de animação era o coração do navio e sem ela, não teria sido a mesma coisa. Todas as noites havia espectáculos temáticos no teatro com música e com acrobacias e até houve uma noite de ópera, coisa que não existe em mais nenhum navio do mundo. Houve ainda espectáculos por parte do grupo de animação pelo menos em duas noites que me levaram às lágrimas de tanto rir. Na noite da festa branca passei pela discoteca e ainda me diverti imenso a dançar na pista com outros passageiros e uma vez mais a equipa de animação a dar espectáculo e a mostrar algumas coreografias. Por entre actividades mil e excursões, ainda houve tempo de ir quatro vezes ao ginásio, que tinha vista privilegiada para a proa do navio.

   Da comida nem falo. Ainda não me pesei mas quase de certeza que venho com mais dois quilos em cima (já se nota!). O pequeno-almoço buffet era óptimo, ao almoço podíamos optar por um menu à là carte ou por buffet e à noite jantavamos sempre no restaurante mas acabavamos muitas vezes a pedir três ou quatro pratos, sem qualquer problema - e as sobremesas eram divinais. Para além disso, havia pizza disponível a quase toda a hora no deck da piscina e ainda um lanche entre a meia-noite e as duas da manhã caso apetecesse petiscar qualquer coisa.

   Não fosse o vento e as temperaturas mais baixas que se instalaram logo no segundo dia de viagem, ainda teria experimentado as piscinas. Bem, parece que fica para um próximo cruzeiro, quem sabe no Mediterrâneo. Fiquei ultra fã e estaria aqui até amanhã para vos descrever a magia que se vive a bordo, desde as noites de gala, às fotografias que trouxemos tiradas por profissionais, passando pelo excelente room service e serviço de mesa. Foi sem dúvida uma das melhores semanas da minha vida!

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Não aproveitamos o calor no dia do embarque e depois não voltou a haver oportunidade para experimentar as piscinas.20160831_153904.jpg

A vista do ginásio!20160902_214650.jpg

Acrobatas profissionais actuavam todas as noites.
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Bollywood Night.20160902_231850.jpg

Espectáculo proporcionado pela equipa de animação na última noite. Aqui um rapaz brasileiro a fazer de Withney Houston e o seu guarda-costas lá atrás. De chorar a rir.

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