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Same Same But Different

Um blog repleto de ideias, textos, sonhos e aventuras de uma jovem maravilhada com o mundo em seu redor.

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Atenas

   Com as opiniões divididas que encontrei online sobre a capital da Grécia, não ia com grandes expectativas. Muitos referiam que Atenas era uma cidade suja, muito degradada, com muitos graffitis por todo o lado e pobreza evidente. E sim, tudo isto são características da cidade, especialmente em algumas zonas menos turísticas, mas julgo que a tornam mais genuína, mais peculiar, mais Atenas e não tanto uma Paris ou Londres com mais sol e calor.

   Passei três dias na capital grega: dois à chegada e mais um à partida. Logo no primeiro dia fui ver a incontornável Acrópole, com todas as ruínas que lhe estão associadas. O recinto vê-se bastante melhor do que as ruínas romanas sem um guia, se bem que, para quem os pode pagar, é sempre preferencial ter quem nos explique o significado de determinadas estátuas e símbolos, nos contextualize um pouco a nível histórico ou nos diga o que costumava ser aquele monte de pedras à nossa frente. Dentro do recinto é possível observar monumentos importantes como o Parthenon, o templo de Hefesto, o teatro de Dionísio, o Erechtheion e o Ágora. Convém ir bastante cedo para evitar as longas filas nas bilheteiras, o calor intenso do Verão (muitas vezes a temperatura ultrapassa os 40ºC em Atenas) e especialmente os grupos que saem dos cruzeiros e são às centenas.

   A praça Sintagma e a praça Monastiraki também valem uma visita a pé. O parlamento grego fica mesmo em frente à praça Sintagma e tem uns jardins lindíssimos onde é possível descansar nas horas de maior calor. Para compras ou um simples passeio pela multidão de turistas, Plaka é o sítio certo. Ruas estreitinhas, com lojas de ambos os lados, restaurantes mimosos aqui e acolá e uma enorme afluência. Foi nas ruas de Plaka que passei parte do meu último dia, à procura de pequenas lembranças engraçadas e a fazer tempo enquanto não eram horas de fazer a tatuagem.

   Para quem está fit (bem, julgo que existe um funicular mas parece que está avariado), recomendo muitíssimo uma subida ao monte Lycabettus, de onde se tem uma vista soberba sobre a cidade, até ao mar, e onde o pôr-do-sol tem a reputação de ser o melhor das redondezas. Fui no primeiro dia e custou-me horrores porque para além de estar de directa devido ao vôo ter sido nocturno, já me tinha fartado de andar e aquele foi provavelmente o dia mais quente que passei na Grécia. Quando cheguei ao topo, bebi 1 litro de água fresca em poucos minutos e fiquei a repousar durante quase duas horas, à espera da hora mágica. Mas valeu a pena, ó se valeu! E foi nesse monte que conheci a minha companhia para o jantar desse primeiro dia.

   O Templo de Zeus e o Museu da Acrópole também devem ser paragens obrigatórias para quem viaja até Atenas. Tive pena de não ir ao Museu de Arqueologia mas ficará para uma outra visita.

   Atenas surpreendeu-me pela positiva, apesar de se ver bastante pobreza nas ruas, crianças a venderem coisas ou até a roubar (quase fiquei sem telemóvel no último dia!!), e do meu hostel ficar numa zona terrível onde só via tráfico de drogas e tipos com muito mau aspecto em grupos. É uma cidade cheia de História e Cultura mas também real, que ainda sofre muito com a crise que se abateu sobre o país há uns anos atrás e que recebe muitos e muitos emigrantes que ali caem de paraquedas e são obrigados a sobreviver. Ainda assim, Atenas é apaixonante!

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Na Acrópole, a viver aquela sensação do primeiro dia onde tudo é novidade

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O distrito de Plaka, um dos mais famosos da actualidade

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Subindo o monte Lycabettus com paragens frequentes para descansar e admirar a vista

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Acrópole ao pôr-do-sol

Abraço

   O intervalo entre cada abraço teu é um precipício sombrio que só termina quando os teus braços me apanham em plena queda, momentos antes do embate final.

Cá estou, de volta à Terra

   Cá estou eu acabada de chegar de umas belas férias revigorantes. O que dizer das minhas duas semanas na Grécia a não ser que serviram bem o seu propósito e me redescobri novamente? Não há dúvidas que conhecer novos locais, descobrir novas culturas, provar comidas diferentes e acima de tudo travar conhecimento com gente do mundo inteiro é das melhores coisas que existem. Não foram propriamente férias de aventura nem tão pouco senti qualquer tipo de choque cultural mas diverti-me tanto tanto tanto que não sei se no passado tive férias tão divertidas como estas, a não ser no cruzeiro que fiz no ano passado.

   Ainda mais incrível foi a quantidade de pessoas que conheci. Quase nunca jantei sozinha nestas duas semanas. Num dia era um romeno-americano, no outro uma australiana, depois um grupo enorme de italianos, um coreano, um grupo de americanos, umas neozelandesas e por fim, para terminar em grande, um grego bem jeitoso (se bem que com este foi só um café)! Julgo que as pessoas me abordam mais por me verem sozinha e eu também fico mais disponível a dar conversa pela mesma razão. Os temas de discussão acabam por andar sempre à volta do mesmo: onde já estivémos, quais os planos para o futuro, ambições profissionais, família, etc. E acabam sempre no "se algum dia vieres à Coreia, já tens onde ficar!" ou "quando estiveres na Sicília, não hesites em contactar-me". Sem dúvida alguma que a parte social desta viagem foi o ponto alto da mesma e me fez muitíssimo bem!

   Nos próximos posts irei falar um pouco mais em detalhe dos sítios por onde andei e o que fiz por lá. E porque não existe sentimento melhor do que andar perdida numa cidade completamente desconhecida, decidi eternizar esse sentimento na pele e fiz a minha segunda tatuagem ontem, na cidade de Atenas, umas horas antes de regressar a Portugal! 

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Amo-te

   1 de Julho de 2017, Estádio de Alvalade (ou imediações). Data comemorativa do 111º Aniversário do Sporting Clube de Portugal. 23h35.

"Gosto tanto de ti."

"E eu de ti, meu amor. Mais do que gostar, eu amo-te."

"Também sinto esse amor por ti."

   E ficou dito. Porque só nos arrependemos do que ficou um dia por dizer.

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