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Same Same But Different

Um blog repleto de ideias, textos, sonhos e aventuras de uma jovem maravilhada com o mundo em seu redor.

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Estaremos a Tempo?

   Hoje vi um documentário que há muito tempo tinha na minha lista de espera. Chama-se "Chasing Coral" e documenta o desaparecimento dos recifes de coral um pouco por todo o mundo durante o ano de 2016.

   É um documentário alarmante que regista, durante meses a fio, e dia após dia, as alterações observáveis no coral como consequência de um aumento da temperatura da água dos mares e oceanos. As algas e plantas começam a ficar esbranquiçadas para se protegerem dessa alteração a nível ambiental, desenvolvem uma espécie de carapaça e a partir daí não só já não conseguem crescer como acabam por perder a capacidade de fazer a fotossíntese e eventualmente morrem.

   Estima-se que em 2016, 29% da barreira de coral da Austrália foi à vida. 29% é praticamente 1/3. Fiquei chocada. Sempre foi um grande sonho meu mergulhar na Austrália e ver todo aquele recife cheio de cores, repleto de uma fauna e flora abundante. Aquilo que as câmaras mostram no final da investigação levada a cabo por estes cientistas é escuridão, vazio, morte. 

   O documentário acaba com uma nota de esperança, não é de todo aquele género de filmes que acabam na nota do "vamos todos morrer". E ainda bem porque da minha parte, já tinha lágrimas a rolar de um lado e do outro da cara. Diz-se que em 2050 já praticamente não existirão recifes. Quão triste é isto? E que impacto terá num ecossistema frágil como o nosso, em que se pensarmos nele como um castelo de cartas e tirarmos uma das que estão por baixo, corremos o risco de que tudo se desmorone?

   Eles acabam numa nota de esperança mas eu não sei se acredito que seja possível voltar atrás naquilo que fizemos e estamos a fazer com o nosso planeta. Há cada vez mais gente, cada vez mais bocas para alimentar, cada vez mais consumismo, e vai chegar o dia em que a Terra deixará de ser habitável. Teríamos de extinguir a espécie humana ou quase para que fosse possível devolver à Natureza aquilo que lhe pertence. É triste. Mas é verdade.

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