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Same Same But Different

Um blog repleto de ideias, textos, sonhos e aventuras de uma jovem maravilhada com o mundo em seu redor.

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Questões Questões...

   Uma das coisas que me pergunto quando entro numa relação é - quanto tempo se deve esperar antes de abordar certos assuntos mais delicados? Três meses? Seis? Um ano? Cinco? 

   Com assuntos delicados quero dizer, por exemplo, a temática do "quero ou não casar" ou "quero ou não ter filhos" mas também assuntos que envolvam objectivos de vida, planos futuros, etc. Penso que se a relação for séria não se deve adiar muito porque é estranho ao fim de três anos com uma pessoa descobrir que o maior sonho da vida dela é ter uma criança enquanto nós rejeitamos por completo a hipótese de um dia vir a ter um filho.

   Passaram cinco meses desde que comecei a namorar com o J. e sinto que há coisas importantes a discutir. Sei que em relação a casamento estamos ambos de acordo - queremos casar. Ele é o mais novo de três irmãos que casaram cedo com as primeiras namoradas de liceu portanto suspeito que sinta alguma pressão para se casar em breve, até porque já tem 33 anos. Eu, pelo contrário, não tenho pressa absolutamente nenhuma. Quero ter a certeza de que é o passo certo, com a pessoa certa, e para isso preciso ainda de vários anos. 

   Já a questão de ter descendência é mais delicada. Ele tem as iniciais dos quatro sobrinhos tatuadas no corpo. Vê-se que lhes tem um amor incondicional, que adora crianças e que quer ter filhos. Já eu, fujo de pequenos seres humanos. Metem-me medo e não me vejo de todo num restaurante com uma criança aos berros ou a correr pela praia fora atrás dela porque não quer pôr um chapéu na cabeça. Pode ser egoísta, sim, mas não me vejo a ter essa responsabilidade, esse encargo para a vida toda, e quando penso em todo o dinheiro que um pequeno ser humano consome...nop, nop, nop.

   Outra coisa sobre a qual teremos que discutir brevemente será os planos que temos para os próximos anos. O meu namorado está à espera que eu regresse a Portugal em Outubro, que arranje trabalho por lá, que passados alguns meses me mude para casa dele e que a partir daí possamos começar uma vida a dois. Pelo menos é o que leio no seu olhar. Mas e se eu quiser ficar mais uns meses em Cannes? Ou se pretender ficar mais dois ou três anos em casa dos meus pais para poupar algum dinheiro? Como lhe digo que antes dos trinta me quero despedir e ir viajar pelo mundo até a minha conta chegar a zeros? Será que ele era aventureiro o suficiente para vender o carro e a casa e vir comigo? Duvido. Será que me vai obrigar a escolher entre a relação ou um dos maiores sonhos da minha vida? Possível. Será que vai ficar magoado por não lhe ter comunicado os meus planos depois de lhe dizer o meu nome e idade? Quem sabe.

   São muitas as perguntas às quais não tenho resposta ainda, podendo apenas especular acerca do assunto. Quando fizer a minha visita relâmpago a Lisboa em meados de Junho, vou abordar alguns temas, nomeadamente este último, e a partir daí decidir um pouco também o meu futuro.

   Há dias em que acho que sou uma egoísta de primeira. Há outros em que me digo que se não for atrás dos meus sonhos, me irei arrepender para sempre e nunca conseguirei ser feliz como sou por exemplo actualmente, mesmo longe da família, dos amigos, da pátria. No fundo, no fundo, eu sei bem o que quero. Mas também sei bem o que não quero - magoar um homem maravilhoso que todos os dias faz questão de dizer aquilo que o príncipe Harry disse à sua noiva no dia do casamento - que é um sortudo por me ter e que estou muito bonita.

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