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Same Same But Different

Um blog repleto de ideias, textos, sonhos e aventuras de uma jovem maravilhada com o mundo em seu redor.

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Sofrimento

   Depois dele, pensei que o sofrimento acabara. Pensei que aquele sufoco que me apertava o peito diariamente se tinha ido para sempre. Julguei que era livre, que nunca mais me deitaria a chorar por causa de alguém que não merece as minhas lágrimas. Acreditei que não ia mais voltar a olhar para um homem daquela forma, e suspirar de maneira inconsciente. Achei que talvez tivesse crescido um bocadinho e deixado de lado todos aqueles disparates do amor eterno e das grandes histórias de paixão e romance, como se vêm nos filmes e nos livros. Pois olha para mim agora, e diz-me o que vês. Um coração partido, talvez. Um olhar vazio. Uma sombra que se esconde no meio de outras, que foge da luz. De novo quebrada pelo peso de um amor não correspondido. Com receio da chegada da noite, e de todos os seus silêncios dilacerantes que sempre se fazem acompanhar pelo rolar de lágrimas gordas e vagarosas. Com vergonha, de ser sempre a rapariguinha apaixonada que cogita sobre jantares à luz das velas e viagens pela América do Sul a dois e beijos ternos, verdadeiros e mágicos sob uma chuva de estrelas cadentes. Uma coisinha pálida que se vai encolhendo à medida que vai sentindo o peso da dor a abater-se sobre os seus ombros, e vai afundando na única forma de amor verdadeiro que conheceu na vida, a do sofrimento.

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