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Same Same But Different

Um blog repleto de ideias, textos, sonhos e aventuras de uma jovem maravilhada com o mundo em seu redor.

Same Same But Different

Um blog repleto de ideias, textos, sonhos e aventuras de uma jovem maravilhada com o mundo em seu redor.

Um Do Outro

   Não há mundo lá fora sempre que me deito sobre o teu corpo desnudo estendido sobre a minha cama por fazer. Não existe vida para além de todos os segredos que as paredes poderiam contar se falassem. Não há eu nem tu mas antes um nós que dura até à eternidade (leia-se, até ser de madrugada e teres de partir).

   Não há sons para além daqueles que os lábios constroem quando se encontram ou quando insistes em calcar deliciosamente com os mesmos todos os centímetros da minha pele ainda a cheirar a gel de banho.

   Não há nada para ver que não seja a imensidão marítima do teu olhar e as ondas de prazer que aos teus olhos chegam e partem, varrendo uma praia onde a realização substitui os grãos de areia.

   Não há odor que não seja aquele que o teu corpo emana e eu suspiro para que os lençóis sejam impregnados desse cheiro que acalma o pensamento e me faz adormecer tranquila depois de me deixares.

   Não há sabor que não seja o dos teus lábios nos meus, dos teus ombros largos, do teu pescoço esguio onde a barba cresce rala ou de qualquer outra parte do teu corpo desenhado à imagem de uma qualquer criatura imperfeitamente perfeita.

   E não há sentido nenhum mais estimulado do que o tacto nas nossas noites que viram madrugadas de sonho. Os dedos entrelaçados, a barba que roça no meu pescoço, um beijo húmido que arrepia, os nossos corpos como um só, encaixados com uma assombrosa perfeição e uma despedida onde as palavras são silêncio e os abraços se transformam em promessas de que não será a última vez que o mundo colapsa fora dos escassos centímetros quadrados do meu colchão enquanto tu e eu somos aquilo que sempre estivémos destinados a ser: um do outro.

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